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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CÂNCER DE LARINGE

CÂNCER DE LARINGE









O que é?

A laringe é um órgão localizado abaixo da garganta e é onde se localizam as cordas vocais, estruturas responsáveis pela voz.

O câncer de laringe pode se localizar acima das cordas vocais (supraglótico), na porção onde se localizam as cordas vocais (glótico) ou abaixo, no início da traquéia (infraglótico). Ele pertence ao grupo de tumores a que se dá o nome de Cânceres de Cabeça e Pescoço.

Este câncer é, na maioria das vezes do tipo epidermóide ou escamoso, ou seja, são as células que revestem a laringe que sofrem alterações e se tornam malignas.

O que causa o câncer de laringe?

Os principais fatores de risco para este tipo de câncer são o fumo (de qualquer tipo) e o uso abusivo de bebidas alcoólicas.

Sinais e Sintomas

O principal sintoma deste tumor é a rouquidão. Nas pessoas que já tem a voz mais rouca, a piora deste sintoma ou a modificação da voz pode indicar alguma alteração nas cordas vocais, alteração esta que pode estar relacionada a este câncer. Pode vir acompanhado de dor no ouvido, tosse persistente, dificuldade ou dor para engolir e gânglios (linfonodos ou ínguas) aumentados na região lateral do pescoço (quando se considera avançado localmente).

Como se diagnostica este câncer?

Quando uma pessoa sente um dos sintomas acima, principalmente se é fumante e usa regularmente bebidas alcoólicas, deve procurar um médico de sua confiança. Este médico fará um exame físico de sua garganta (por dentro) e do seu pescoço.

Se o médico achar necessário, ele fará uma laringoscopia - exame no qual se coloca um espelho ou um aparelho de endoscopia próprio para a garganta para ver alguma alteração que explique o que o paciente está sentindo. Caso alguma alteração seja encontrada, uma biópsia (retirada de um pequeno pedaço do revestimento da laringe ou da lesão) será realizada para poder fazer um exame mais detalhado em um laboratório de patologia (Exame anátomo-patológico).

Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico encaminhará o paciente para um local onde se tratam pacientes com câncer e mais exames serão realizados para se avaliar a extensão da doença (exames de estadiamento). Estes exames podem incluir tomografias computadorizadas e exames de sangue.

Como se trata?

O tratamento depende de vários fatores, tais como: a extensão da doença (se espalhou-se para os gânglios do pescoço ou outros órgãos), a localização do tumor, a agressividade das células malignas, a idade e condições de saúde do paciente.

O tratamento tem sempre o objetivo de evitar cirurgias que retirem toda a laringe, porque isso leva o paciente a não poder mais falar normalmente. Os tratamentos mais comumente usados são cirurgias parciais, radioterapia e quimioterapia concomitante (ao mesmo tempo) ou em sequência. O tumor é examinado após o tratamento para confirmar que desapareceu. Neste caso, não é necessário fazer a cirurgia de retirada do órgão e o paciente continua a falar de forma natural. Caso o tumor não desapareça, ou volte, ainda assim pode-se fazer uma cirurgia para retirar o tumor e neste caso, na maioria das vezes, a laringe com as cordas vocais são retiradas e o paciente não pode mais falar por via natural. Aparelhos são desenvolvidos para o paciente se comunicar e isso é importante para a manutenção da qualidade de vida do paciente e de sua vida social.

Continuar fumando e bebendo bebidas de álcool durante e após o tratamento diminui a chance de cura, além de aumentar a chance de o tumor voltar ou de ter outro câncer na região da cabeça e pescoço ou de outra parte do corpo.

Se o câncer é bem inicial e não se espalhou para os gânglios do pescoço e nenhum outro local do corpo a chance de cura após o tratamento pode ser de até 95%. Para a maioria dos pacientes, nos quais o câncer volta, isso acontece nos primeiros 2 a 3 anos após o tratamento e, raramente o tumor volta após 5 anos.

AVC Acidente vascular cerebral)

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL


Sinônimos e Nomes Populares:

AVC, Derrame cerebral.

O que é?

O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.

O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).

Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:

O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.

No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.

Como se desenvolve ou se adquire?

Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.

O que se sente?

Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo se isquêmico ou hemorrágico. Os sintomas podem depender da sua localização e da idade do paciente. Os principais sintomas do acidente vascular cerebral incluem:

Fraqueza:

O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.

Distúrbios Visuais:

A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).

Perda sensitiva:

A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.

Linguagem e fala (afasia):

É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.

Convulsões:

Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.

Como o médico faz o diagnóstico?

A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sanguíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.

Como se trata e como se previne?

Geralmente existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.

O tratamento preventivo inclui a identificação e controle dos fatores de risco. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.

Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.

O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar.

A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.

O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.

As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.

Qual é o prognóstico?

Mesmo sendo uma doença do cérebro, o acidente vascular cerebral pode afetar o organismo todo. Uma sequela comum é a paralisia completa de um lado do corpo (hemiplegia) ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia). O acidente vascular cerebral pode causar problemas de pensamento, cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória. O acidente vascular cerebral pode produzir problemas emocionais com o paciente apresentando dificuldades de controlar suas emoções ou expressá-las de forma inapropriada. Muitos pacientes apresentam depressão.

A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25 por cento dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos.

La Dialyse

La Dialyse










PRINCIPES



Comment çà fonctionne ?

La dialyse fait deux choses en même temps :

- elle enlève des déchets, c'est la DIALYSE VERITABLE

- elle enlève l'eau qui est en trop, c'est l'ULTRAFILTRATION



L'épuration des déchets :

elle se fait grâce à un liquide appelé dialysat qui est mis en contact avec le sang dont il est séparé par une fine membrane (péritoine ou bien membrane du rein artificiel).

Les particules vont passer à travers cette membrane et vont aller de l'endroit le plus concentré vers le moins concentré.

Ainsi l'urée passera du sang vers le dialysat et inversément le bicarbonate contenu en grande quantité dans le dialysat passera dans le sang.

Petit à petit le dialysat va se charger de tous les déchets.

Le dialysat est changé régulièrement par du dialysat propre. 

Comment on enlève l'eau ?

- en hémodialyse, on augmente la pression d'un côté et on pompe l'eau en trop.

- en dialyse péritonéale, on utilise un dialysat très concentré en sucre (glucose) ce qui attire l'eau...

Quand faut-il passer en dialyse ? 

Cela devient indispensable quand 90 % de tes reins ne marchent plus.

Pour le savoir, on mesure dans ton sang le taux de créatinine  (voir créatinine).



HEMODIALYSE 


Cette technique permet d'épurer le sang à travers une membrane artificielle.

Elle nécessite 3 éléments :

1 - le dialyseur ou rein artificiel dans lequel il y a la membrane de dialyse sous forme de fibres creuses, ou de plaque. Dans le dialyseur, le circuit sang et le dialysat sont séparés par la membrane.



2 - le circuit sang : il y a un tuyau qui amène le sang dans le dialyseur ("ligne artérielle" sur laquelle il y a une pompe) et un tuyau qui ramène le sang à ta fistule (ligne veineuse sur laquelle il y a un piège à bulles).

Ces tuyaus sont reliés à des aiguilles qui ont été piquées dans ta fistule en début de séance. Pendant la séance, tu reçois un traitement pour fluidifier ton sang et éviter qu'il ne coagule dans le circuit (Héparine qui est injectée dans le circuit). A la fin de la dialyse, on te remet tout le sang qui est dans le circuit.


3 - le dialysat : c'est un liquide qui a une composition proche de ton sang et qui est fabriqué par une machine (générateur de dialyse).

Il va circuler dans le dialyseur et va se charger petit à petit  de ton urée, phosphore, créatinine...

La machine permet aussi de régler son débit, sa température et elle contrôle la quantité d'eau que tu dois perdre (ultrafiltration).

Enfin, elle surveille le bon déroulement de la séance.





DIALYSE PERITONEALE



Il existe plusieurs techniques de dialyse péritonéale



- La Dialyse Péritonéale Continue Ambulatoire ou DPCA :

Le liquide est changé 4 fois par jour.

Tes parents ou une infirmière t'aident pour ces changements car il faut les faire très proprement avec beaucoup de précautions.

l'épuration de ton sang se fait sans s'arrêter, tous les jours.

Tu n'as pas besoin de venir à l'hôpital et cela peut se faire à la maison.



- La Dialyse Péritonéale avec cycleur ou DP :



C'est une dialyse intermittente.

L e dialysat est changé très souvent (chaque heure)  grâce à une machine (le cycleur) mais seulement pendant

quelques heures par jour.

Les séances peuvent se faire la nuit, soit toutes les nuits, soit 5 ou 6 nuits par semaine,  cela dépend de la quantité d'urine que tu fabriques.

Avec cette technique, entre les séances, le ventre est vide et le drain est fermé par un petit bouchon.

Cette dialyse peut se faire à l'hôpital ou à la maison après avoir appris comment fonctionne la machine.


Médicaments les plus utilisés

Parsouci de clarté, chaque fois que cela était nécessaire, certains médicaments apparaissent avec leur nom commercial, nous avons alors cité l'ensemble des spécialités admises sur le marché.

LE REIN ET L'OS

Calcium : (CARBONATE DE CALCIUM dont il existe de nombreuses spécialités) Ce médicament a deux actions : il apporte du calcium qui est  indispensable pour ton os, et il l'empêche le phosphore des aliments de pénétrer dasn ton sang.

Il faut toujours le prendre au moment des repas.


Vitamine D activée : 1,25(OH)2D3 - (UN ALPHA (OH)D3...) :

Elle est indispensable pour la croissance de tes os et  pour maintenir le calcium dans le sang.

Le rein normal en fabrique.

Dans l'insuffisance rénale, elle est diminuée  et il faut en donner par voie orale ou par voie veineuse. 

LE REIN ET CERTAINS ALIMENTS

Les résines : (KAYEXALATE, CALCIUM SORBISTERIT...).

Elles ressemblent à du sable très fin,  elle diminuent le potassium.

LE REIN ET LE COEUR (H.T.A.)

Les anti-hypertenseurs : Ils sont souvent nécessaires, ils diminuent la tension artérielle.

Il en existe différentes sortes selon leur mode d'action.

- les inhibiteurs de l'enzyme de conversion

- les dilatateurs des artères

- les ralentisseurs



LE REIN ET LE SANG

Erythropoïétine : (RECORMON, EPREX...)

C'est une hormone sécrétée par le rein et qui  commande la fabrication des globules rouges dans la moëlle.

Il faut la donner en intraveineuse ou en sous-cutanée.

En général, on fait 3 injections par semaine.

La dose sera calculée selon la quantité de tes globules rouges que l'on surveille chaque semaine  (ématocrite).



LE REIN ET LA CROISSANCE

L'hormone de croissance : quand il y a une insuffisance rénale, elle fonctionne moins bien et tu risques de grandir moins vite.

Si c'est ton cas, tu pourras avoir de l'hormone de croissance en médicament.

Elle se donne alors par piqûre sous-cutanée le soir. 

Après la transplantation



TON NOUVEAU REIN ET TON ORGANISME 

Les immunosuppresseurs

Ils diminuent le système de défebnse de ton organisme pour empêcher le rejet de ton rein après Tansplantation.

Il en existe plusieurs sortes qui bloquent le système de défense à des endroits différents, la cortisone, la ciclosporine, l'azathioprine, le sérum anti-lymphocytaire.

En général, il faut les associer pour être plus efficace.


La cortisone : elle se prend de préférence le matin au petit déjeuner.

A forte dose, elle peut avoir des effets secondaires :

mal à l'estomac, énervement, augmentation de l'appétit et diminution de la croissance ; elle peut te faire prendre du poids et elle peut te faire pousser les poils.

Mais ces inconvénients disparaissent à faible dose. 

La CICLOSPORINE : (SANDIMMUN)

Elle se prend matin et soir.

Elle existe en sirop et en gélule.

La dose est adaptée à chacun en fonction de son taux dans le sang.

(prise de sang faite le matin avant de prendre ta CICLOSPORINE) S'il y en a trop c'est dangereux pour ton rein  et çà peut faire monter la tension.

Elle peut avoir des effets secondaires (gonflement des gensives, pousse des poils).

certains médicaments peuvent la faire augmenter ou diminuer et il faut toujours le signaler à ton médecin

quand il te donne de nouveaux médicaments.


L'AZATHIOPRINE : (IMUREL) se donne en général le soir. 

Le sérum anti-lymphocytaire : (Thymoglobuline, Lymphoglobuline) ou les anticorps monoclonaux (OKT3)

se donnent par voie intraveineuse pendant quelques jours au début de la greffe  ou au moment des crises de rejet.

 La transplantation rénale


Tu ne resteras pas toujours en dialyse.

Un jour, tu auras la chance d'être greffé avec un rein d'une autre personne qui pourra être :

- un adulte de ta famille (l'un de tes parents ou bien un frère ou une soeur s'ils sont majeurs)

- ou quelqu'un que tu ne connais pas et qui voulait donner son rein après sa mort.

Il se peut que tu sois greffé avant même d'avoir commencé à être dialysé !

L'équipe qui te soigne t'a inscrit pour cela sur une Liste de Transplantation


Pour t'inscrire, il faut connaître la carte d'identité de ton corps qui est très personnelle.

Cela s'appelle le groupage HLA (il se fait par une prise de sang).

Il permettra de trouver un rein dont la carte d'identité ressemble beaucoup à la tienne.



Ton médecin te téléphonera dès qu'il y aura un rein pour toi :

Vive le téléphone ! Il faudra donc vite venir à l'hôpital car avant de te greffer,  il y aura des examens à te faire, en particulier le CROSS-MATCH pour vérifier que ce rein-là est le meilleur pour toi.


On va le placer dans ton ventre (en bas sur le côté)
Voilà où sera ton nouveau rein

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Le cancer du sein (Cancro da mama)

Conforter le diagnostic

Le cancer du sein le plus fréquent est un carcinome, c’est-à-dire un cancer né des tissus glandulaires.

Après examen de la tumeur, le pathologiste est capable de déterminer le type de cancer et surtout s'il est invasif c'est-à-dire s'il a dépassé les canaux galactophoriques.

Généralement, d’autres tests permettent au médecin d'affiner son diagnostic. Ce sont :

les tests récepteurs d'oestrogènes et de progestérone (tests hormonaux) : ces tests indiquent si le cancer a besoin d'hormones pour progresser. Dans l'hypothèse positive, il est probable qu'une hormonothérapie puisse être un traitement efficace, car elle prive les cellules cancéreuses des oestrogènes indispensables à leur croissance,

les radiographies,



les tests de laboratoires,

un examen des os, du foie ou des poumons car le cancer du sein peut éventuellement se propager dans ces régions du corps.

Avant de commencer tout traitement, il est indispensable de s'assurer que la prise en charge médicale est multidisciplinaire, faisant intervenir non seulement le chirurgien mais aussi l'oncologue médical, le radiothérapeute, le radiologue.

Les patientes disposent de toute façon d'environ 3 et 4 semaines entre le résultat de la biopsie et le début du traitement choisi.

Les traitements possibles

Les traitements sont soit locaux soit systémiques, soit les deux combinés :
les traitements locaux sont utilisés pour enlever ou détruire le cancer du sein dans une zone spécifique ; ce sont la chirurgie et la radiothérapie,

les traitements systémiques ont pour but de contrôler et détruire le cancer dans l'ensemble du corps ; il s'agit de la chimiothérapie, de hormonothérapie ou de l'immunothérapie. Ils sont donc utilisés soit pour diminuer une tumeur avant un traitement local, soit pour éviter une rechute, soit enfin pour traiter un cancer métastatique.

La chirurgie

La chirurgie est le traitement le plus utilisé pour soigner le cancer du sein. Il existe plusieurs interventions possibles :

la tumorectomie qui conserve le sein (elle retire juste la zone de la tumeur),

la mastectomie qui enlève tout le sein,

la mastectomie partielle,

l'extraction des ganglions situés sous les aisselles ou le curage ganglionnaire : ces interventions permettent de déterminer si les cellules cancéreuses ont pénétré le système lymphatique.

La radiothérapie

La radiothérapie utilise des rayons pour détruire les cellules cancéreuses. Un générateur oriente les rayons directement vers le sein. Il s'agit d'une radiothérapie externe.

Plus rarement, on place dans le sein des matières radioactives situées dans des tubes en plastique ; on parle alors de radiothérapie implantatoire ou de curiethérapie.

La radiothérapie intervient en complément de la chimiothérapie et de l'acte chirurgical, en particulier après une tumorectomie ou une mastectomie partielle. Les rayons ont pour but de détruire les cellules cancéreuses qui ont pu rester dans la zone traitée et diminuent le risque de récidive locale.

La chimiothérapie
La chimiothérapie utilise dans le traitement du cancer du sein des médicaments combinés (poly-chimiothérapie). Ces médicaments sont administrés par perfusion après la pose d'un site implantable. Ces médicaments entrent dans le système sanguin pour agir sur l'ensemble du corps. Ils ont pour rôle de prévenir l'apparition de métastases.


L'hormonothérapie
Ce traitement a pour but de priver les cellules cancéreuses des hormones sexuelles dont elles ont besoin pour se développer. Il s'agit le plus souvent de médicaments utilisés par voie orale. Les médicaments ont pour objectif de bloquer la formation d'hormones sexuelles naturellement secrétées par les ovaires. Parfois, une ablation des ovaires est préconisée ou on propose une "astration médicamenteuse" aux femmes non ménopausées .


L'immunothérapie
Certains médicaments sont aussi utilisés pour renforcer le système de défense de l'organisme contre le cancer du sein et pour ralentir la prolifération cancéreuse.

Il s'agit actuellement d'une voie de recherche.


Les différents stades de la maladie

Une femme victime d'un cancer du sein doit impérativement formuler toutes les questions qu'elle se pose à son médecin. Elle doit prendre une part active au processus de décision pour connaître ses alternatives de traitement.
Cependant, la décision thérapeutique dépend pour une large part de certains facteurs :
- l'âge,

- si la femme est ménopausée,

- l'état de santé général,

- la taille et la localisation de la tumeur,

- le stade de la maladie,

- les résultats des tests de laboratoire.

Les facteurs déterminants pour déterminer le choix du traitement le plus approprié sont :

le stade de la maladie qui tient compte de la taille de la tumeur, de l’atteinte ou non des ganglions et de l’éventuelle présence de métastases,

le degré de différenciation de la tumeur,

les récepteurs hormonaux,

l’âge.

On peut distinguer plusieurs stades de la maladie dont les options thérapeutiques sont différentes :
- le carcinome non invasif,

- le carcinome invasif de moins de 1 cm de grade 1,

- le carcinome invasif de plus de 1 cm ou de grade 2 ou 3,

- le cancer avec extension ganglionnaire,

- le cancer inflammatoire,

- le cancer métastatique.

L'option de participer à un essai thérapeutique doit toujours être considérée quel que soit le stade de la maladie, car il s'agit le plus souvent de bénéficier de nouveaux traitements.

Rastreio do cancro da mama

Os resultados do rastreio do cancro da mama têm sido encorajantes. Num estudo realizado, 20000 mulheres de 40 a 64 anos foram examinadas por médicos e realizaram mamografia (raios X). Dez anos após o início do estudo, a mortalidade para o cancro da mama entre as mulheres observadas foi reduzida em cerca de 25%, em comparação a um grupo equivalente de mulheres não observadas: houve 146 mortes devidas a cancro da mama no grupo objecto de rastreio e 191 mortes pela mesma causa num grupo não objecto de rastreio.




Cerca de um terço dos cancros da mama detectados por intermédio da mamografia encontravam-se em fase de evolução inicial.



Mamografia


A mamografia, ou radiografia da mama, consegue detectar o cancro da mama antes de se sentir qualquer caroço à palpação.




No procedimento que aqui se apresenta, coloca-se um seio de cada vez sobre uma chapa fotográfica para raio X e utiliza-se uma cobertura plástica para achatar o seio suavemente contra a placa.



Tiram-se normalmente duas ou três chapas, de ângulos diferentes

Se o cancro da mama for descoberto em fase inicial, as opções de tratamento são muito mais alargadas e com isso a taxa de sobrevivência. Uma deteção precoce exige uma examinação física pelo seu médico, um exame feito a si mesma e uma mamografia.




Mulheres entre os 20-29 anos, deveram fazer uma mamografia pelo menos a cada 3 anos.



Mulheres com mais de 40 anos, deveram fazer uma mamografia todos os anos.



Todas as mulheres deveram fazer um exame a si próprias todos os meses. Este exame deverá ser feito uma semana depois do ciclo menstrual ter começado. Se está na menopausa, escolha um dia do mês e faça o exame sempre no mesmo dia. Conheça o seu corpo, saiba como os seus seios sentem e qual o seu aspecto.



Se notar alterações, consulte o seu médico logo que possível.



Questão em relação à mamografia

Pergunta: Uma amiga minha fez uma mamografia que não apresentava sinais de cancro. Todavia, dois anos depois, o médico diagnosticou-lhe um cancro da mama. A mamografia é realmente digna de confiança?



Resposta: A mamografia não prevê o desenvolvimento do cancro, mas detecta com segurança um tumor no seio, desde que tenha atingido um determinado volume, e, frequentemente, antes que possa ser sentido por palpação. Um tumor que cresça rapidamente torna-se assinalável entre duas mamografias.



A descoberta de tumores depende em parte da frequência dos exames.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Hoje vi a nova tabela de renumeração em Enfermagem, e estou muito triste, porque penso ao que chegou a enfermagem em Portugal, tratam-nos como como pessoas de segunda, nem me atrevo a dizer profissionais, os enfermeiros estão 24/24horas a cabeceira dos utentes e é assim que nos pagam.

Acho que já chega quando e que os sindicatos, a ordem ou mesmo enfermeiros anónimos vão a luta, sem a rua, ou estão tão preocupados com o umbigo que nada fazem?

Vamos a luta......

domingo, 9 de agosto de 2009

Cuidados paliativos



Saiba o que são cuidados paliativos, a quem se destinam e onde são prestados.




Os cuidados paliativos constituem uma resposta organizada do Serviço Nacional de Saúde à necessidade de tratar, cuidar e apoiar activamente doentes na fase final da vida.
O que são cuidados paliativos?
São cuidados prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes.
Os cuidados paliativos são cuidados activos, coordenados e globais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo níveis de diferenciação.
Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, o que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas diferenciadas.
O que é a acção paliativa?
É preciso não confundir acção paliativa com cuidados paliativos.
A acção paliativa é qualquer medida terapêutica, sem intuito curativo, que visa minorar, em internamento ou no domicílio, as repercussões negativas da doença sobre o bem-estar geral do doente.
As acções paliativas fazem parte integrante da prática profissional, qualquer que seja a doença ou fase de evolução. Estas acções podem ser prestadas nos hospitais, centros de saúde e na rede de cuidados continuados, nomeadamente em situações de condição irreversível ou de doença crónica progressiva.
Quem são os destinatários dos cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos destinam-se a doentes que, cumulativamente, não têm perspectiva de tratamento curativo, com doença que progride rapidamente e cuja expectativa de vida é limitada, o seu sofrimento é intenso e têm problemas e necessidades de difícil resolução que exigem apoio específico, organizado e interdisciplinar.
Os cuidados paliativos não se destinam, por isso, a doentes em situação clínica aguda, em recuperação ou em convalescença ou, ainda, com incapacidades de longa duração, mesmo que se encontrem em situação de condição irreversível.
Que doenças requerem cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos não são determinados pelo diagnóstico das doenças, mas pela situação e pelas necessidades do doente.
No entanto, doenças como o cancro, a sida e doenças neurológicas graves e rapidamente progressivas implicam frequentemente a necessidade de cuidados paliativos.
Quando e durante quanto tempo os doentes podem beneficiar de cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos dirigem-se prioritariamente à fase final da vida, mas não se destinam, apenas, aos doentes agónicos. Muitos doentes necessitam de ser acompanhados durante semanas, meses ou, excepcionalmente, antes da morte.
Como é que são prestados os cuidados paliativos?
As unidades de cuidados paliativos podem prestar cuidados em regime de internamento ou domiciliário e abrangem um leque variado de situações, idades e doenças.
Os cuidados paliativos proporcionam aos doentes que vão morrer a possibilidade de receberem cuidados num ambiente apropriado, que promova a protecção da dignidade do doente incurável na fase final da vida.
Para saber mais, consulte:
Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - http://www.rncci.min-saude.pt/

Dor



Saiba o que é a dor e como combatê-la.


A dor é a segunda causa de internamento e o segundo sintoma mais frequente em doentes com Síndroma de Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
Todos os tipos de dor induzem sofrimento frequentemente intolerável, mas evitável, que se reflecte negativamente na qualidade de vida dos doentes. É possível, nos dias de hoje, aliviar o sofrimento dos doentes com dor crónica.
Desde 2001, ano em que foi concebido o Plano Nacional de Luta Contra a Dor, que existem ou estão a ser criadas Unidades de Dor em hospitais de todo o país. Informe-se junto do seu médico.
O controlo eficaz da dor é um direito dos doentes que dela padecem, um dever dos profissionais de saúde e um passo fundamental na efectiva humanização das unidades de saúde.
O que é a dor?
A dor é um fenómeno complexo e com variantes multidimensionais (biofisiológicas, bioquímicas, psicossociais, comportamentais e morais). São inúmeras as causas que podem influenciar a existência e a intensidade da dor no decurso do tempo, a primeira das quais é a que se identifica como presumível resultado duma agressão ou lesão.
A dor é um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados de saúde.
Independentemente da síndroma clínica que incorpora, a dor pode e deve ser tratada, com perspectivas de êxito proporcionais ao entendimento que dela temos e fazemos, à adequação e preparação científica dos serviços e profissionais de saúde envolvidos e ao manejo judicioso de todos os recursos, técnicos e humanos, disponíveis.
Dor aguda - É a dor de início recente e de duração provavelmente limitada. Normalmente há uma definição temporal e/ou causal para a dor aguda.
A dor peri-operatória – dor presente num doente cirúrgico, de qualquer idade, em regime de internamento ou ambulatório, causada por doença preexistente, devida à intervenção cirúrgica ou à conjugação de ambas – insere-se no conceito de dor aguda.
Dor crónica - É uma dor prolongada no tempo, normalmente com difícil identificação temporal e/ou causal, que causa sofrimento, podendo manifestar-se com várias características e gerar diversos estádios patológicos.
A actuação precoce na dor crónica pode evitar múltiplas intervenções e iatrogenias, promovendo mais facilmente o bem-estar do doente e o seu regresso a uma actividade produtiva normal.
A dor crónica exige uma abordagem multidisciplinar e a falência do tratamento tem, entre outras, consequências fisiológicas adversas.
Como se classifica a dor?
A dor pode ser classificada de diversas formas.
Classificação topográfica da dor
Focal
Radicular
Referida
Central
Classificação fisiopatológica da dor
Dor nociceptiva – devida a uma lesão tecidular contínua, estando o Sistema Nervoso central íntegro
Dor sem lesão tecidular activa – devida a compromisso neurológico (dor neuropática) ou de origem psicossocial (dor psicogénica)
Classificação temporal da dor
Aguda
Crónica
Recidivante
Como diagnosticar a dor?
O diagnóstico da dor é feito pelo médico, mas requer a ajuda do doente.
Além das metodologias de avaliação da intensidade da dor, existem meios complementares de diagnóstico que permitem identificar possíveis causas da dor, como, por exemplo, exames radiológicos, electrofisiológicos e laboratoriais.
Nem sempre a evidência clínica de uma lesão significa que esta cause dor. A não evidência de uma lesão não significa que a dor seja psicogénica.
O médico avaliará a dor em função de diversos factores, como por exemplo:
Queixa dolorosa ou reacção a eventuais intervenções;
Estado de ansiedade, depressão, alterações comportamentais e manifestações causadas ou modificadas pela medicação analgésica;
Estado de incapacidade;
Idade: as crianças e pessoas idosas têm maior dificuldade em verbalizar o que sentem, como sentem e onde sentem;
Doenças/patologias que o doente tem (nomeadamente reumáticas, oncológicas, respiratórias, etc.).
É possível medir a intensidade da dor?
Sim. Para a mensuração da intensidade da dor existem escalas validadas a nível internacional, designadamente a Escala Visual Analógica (convertida em escala numérica para efeitos de registo), a Escala Numérica, a Escala Qualitativa ou a Escala de Faces. A avaliação da intensidade da dor pode efectuar-se com recurso a qualquer destas escalas.
A intensidade da dor é sempre referida pelo doente, que tem de estar consciente e colaborar com o médico que está a fazer a avaliação. Se o doente não preencher aquelas condições, há outros métodos de avaliação específicos.
A escala que for utilizada na primeira vez que é feita a avaliação deverá ser utilizada nas vezes seguintes.
A dor provoca incapacidade?
Sim, a dor crónica pode provocar incapacidade, embora seja difícil avaliá-la, uma vez que, frequentemente, não é objectivável através de exames complementares.
Como é que se caracteriza um doente com dor crónica? O que causa a dor crónica?
O doente com dor crónica é multifacetado, com frequente morbilidade física e psíquica, podendo sofrer das mais variadas patologias, desde doenças reumáticas, neurológicas ou psiquiátricas, a doenças oncológicas.
Apesar de frequentemente pouco valorizada, excepto tratando-se de doença oncológica, a dor crónica também afecta as crianças.
Estima-se também que uma percentagem não negligenciável de pessoas idosas sofra de dor crónica. Isto porque a maioria dos idosos tende a encarar a dor como sendo normal na sua idade.
A maioria dos doentes com doença oncológica avançada sofre de dor crónica, a qual pode ser aliviada na quase totalidade dos casos (cuidados paliativos).
A dor é também a segunda maior causa de internamento e o segundo sintoma mais frequente em doentes com SIDA.
Como se trata a dor?
A dor aguda e a dor crónica, pelas suas características, são tratadas de forma diferente. Contudo, é possível aliviar o sofrimento dos doentes com dor crónica, a quem é reconhecido o direito de serem tratados em Unidades de Dor.
A terapêutica da dor divide-se em dois grandes grupos: a farmacologia (medicamentos) e a não farmacológica.
Técnicas farmacológicas
As técnicas farmacológicas mais conservadoras envolvem, fundamentalmente, a utilização de fármacos analgésicos e adjuvantes.
Os analgésicos podem ser opióides (morfina, por exemplo, e codeína) e não opióides (os anti-inflamatórios não esteróides e os antipiréticos, como o paracetamol e o metamizol).
Os fármacos adjuvantes, de enorme importância no controlo da dor crónica, são medicamentos que, não sendo verdadeiros analgésicos, contribuem para o alívio da dor, potenciando os analgésicos nos vários factores que podem agravar o quadro álgico. São exemplo, entre outros, os antidepressivos, os ansiolíticos, os anticonvulsivantes, os corticosteróides, os relaxantes musculares e os anti-histamínicos.
Existem também métodos farmacológicos invasivos, que envolvem a utilização de anestésicos locais e agentes neurolíticos para a execução de bloqueios nervosos, com a intenção de provocar interrupção da transmissão dolorosa.
São também considerados invasivos os métodos de administração de opióides, anestésicos locais e corticóides, por via espinhal.
Finalmente, existem também técnicas neurocirúgicas, sendo as mais conhecidas as neurectomias, as rizotomias, as drezotomias, as simpaticectomias, as cordotomias, as mielotomias e algumas técnicas de neuroestimulação (algumas das quais realizadas por via percutânea).
Técnicas não farmacológicas
Compreendem, entre outras, a reeducação do doente, a estimulação eléctrica transcutânea, as técnicas de relaxamento e biofeedback, a abordagem cognitivo-comportamental, as psicoterapias psicodinâmicas, as estratégias de coping e de redução do stress, os tratamentos pela medicina física (fisioterapia) e o exercício físico activo e passivo. Podem também ser usadas técnicas de terapia ocupacional e técnicas de reorientação ocupacional e vocacional.
É possível a autoajuda no controlo da dor?
Sim, é possível. A actuação e a intervenção dos profissionais de saúde que integram as equipas multidisciplinares são fundamentais nesta matéria, pois podem ensinar o doente a colaborar de forma esclarecida e adequada no controlo da dor.
O ensino dos doentes abrange as áreas seguintes:
Auto-avaliação da dor
O doente deve estar capacitado para ter em conta:
A localização da dor e da área ou áreas afectadas pela dor;
A identificação das limitações funcionais ou necessidades vitais afectadas, como o sono, repouso, exercício, alimentação, actividade sexual, actividades sociais ou outras;
A caracterização da dor quanto ao seu tipo, carácter e intensidade, através de escalas de avaliação;
A medicação que toma ou outras terapêuticas para a redução da dor e os resultados obtidos com as mesmas.
Formas de autocontrolo dos estímulos desencadeantes da dor e dos sintomas
Controlo de possíveis estímulos desencadeantes, como a mobilização, a compressão e a comunicação oral;
Controlo dos sintomas que podem diminuir a tolerância à dor relacionados com a própria doença e/ou com a medicação antálgica, como astenia, anorexia, náuseas e vómitos, obstipação, labilidade emocional e depressão.
Medicação antiálgica
Persuadir o doente a colaborar na implementação terapêutica e a cumpri-la;
Envolver os familiares no cumprimento das regras de administração dos medicamentos;
Desmistificar a utilização de opióides, particularmente da morfina;
Incutir no espírito do doente e dos familiares confiança na medicação, prevenindo expectativas irrealistas.
Auto-controlo da dor
Seja para diminuir a intensidade da dor ou o aumento da tolerância, as acções nesta área prendem-se, sobretudo, com o ensino de técnicas não farmacológicas de apoio, passíveis de serem realizadas pelo próprio doente. As técnicas de autocontrolo da dor podem ser de tipo comportamental e de tipo cognitivo.
Técnicas comportamentais
O relaxamento, pelos seus efeitos directos na tensão da musculatura – ao diminuir a hiperactividade muscular -, decresce, também, o agravamento e manutenção da dor;
Programação de actividades - ao diminuir progressivamente as actividades, aumenta a fixação nas sensações físicas e na exacerbação da dor, o que leva a sentimentos de desespero e perda da autonomia. O planeamento de actividades e o seu envolvimento promovem o sentimento de que é capaz e de que pode controlar a sua vida;
O registo da dor e de actividades – consiste no registo das tarefas que realiza e dos sentimentos e pensamentos associados à realização dessas tarefas, de acordo com uma tabela predefinida, a qual deverá incluir também o registo da intensidade da dor. Os dados registados serão analisados com o psicólogo e trabalhadas as cognições e os sentimentos inadequados.
Técnicas cognitivas
Distracção ou atenção dirigida – focar a atenção em algo que não seja a sua dor, como por exemplo ouvir música, ver televisão, ler. Este método pode reduzir a intensidade dolorosa ou aumentar a resistência à dor, tornando-a menos incómoda;
Estratégias de conforto - destinam-se a alterar as circunstâncias negativas relacionadas com a dor, reduzindo os seus efeitos nocivos. As mais utilizadas são a auto-instrução (auto-afirmações positivas perante pensamentos negativos); a testagem da realidade (procura de evidências empíricas para os seus pensamentos); a pesquisa de alternativas (procura de todas as alternativas possíveis e não apenas as negativas); e a descatastrofização;
Reestruturação cognitiva – vai além do debate lógico e do empírico. Consiste, também, no treino, ensaio e repetição de formas alternativas de discurso interno, de forma a conseguir substituir as cognições irracionais ou distorcidas associadas à dor por pensamentos mais relativistas, adaptados, funcionais e realistas.
Como se trata a dor aguda, nomeadamente peri-operatória ou pós-traumática?
Os avanços da fisiopatologia, da farmacologia dos analgésicos e das ciências da saúde em geral permitem que seja possível aliviar, na grande maioria dos casos, a dor no período peri-operatório ou resultante de traumatismos.
Normalmente, é definido, pelo médico anestesista, um plano integrado que abrange o tipo de cirurgia, a gravidade esperada de dor pós-operatória, as condições médicas subjacentes (como, por exemplo, a existência de doença respiratória ou cardíaca e alergias), a relação riscos/benefícios das técnicas disponíveis e as preferências e/ou experiências anteriores do doente relativamente à Dor.
No caso da dor peri-operatória, a técnica de controlo mais eficaz é a analgesia, seja administrada por métodos convencionais ou não convencionais (como a PCA – analgesia controlada pelo doente -, ou a epidural - analgesia espinhal), conjugada com a utilização de fármacos como os opióides e os anti-inflamatórios