IMPOTÊNCIA
Mito Masculino - Temor de Desempenho
Vivemos ainda em uma sociedade muito machista, infelizmente para todos nós. Para os homens, em especial, existe uma pressão desenfreada para a atividade sexual predatória. O que caiu na rede é peixe! E existe, por sinal, um mito milenar de que os homens estão sempre aptos ao sexo, independente de qualquer outro fator. Devem sempre estar com desejo, devem ter plena ereção e não falhar jamais.
Essa situação é um peso muito grande para os ombros de qualquer um. A bem da verdade, qual o homem ao qual nunca lhe faltou potência?
Qual a mulher cujo parceiro já não perdeu a ereção alguma vez na vida?
É necessário desmistificar essa situação. A impotência (disfunção erétil) só se torna um problema ou uma doença quando ela predomina na vida sexual de um homem. Ou seja, quando há uma incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção até a conclusão da atividade sexual. Alguns se queixam de falta completa de rigidez para conseguir uma penetração. Outros conseguem ter o pênis rijo, mas na hora de introduzi-lo perdem a potência.
Atenção! a eventual ocorrência de perda de ereção não é considerada impotência.
O que causa a perda da ereção?
As pesquisas são contraditórias: algumas apontam que 90% da impotência tem causa emocional.
O estresse do dia-a-dia.
A discórdia conjugal.
A falta de atração pela parceira.
A ansiedade ou depressão.
O temor de não desempenhar o sexo adequadamente.
Conflitos emocionais antigos.
Culpa e repressões sexuais.
São algumas das causas psíquicas comuns.
Outros trabalhos científicos relatam que a disfunção erétil nos homens é, na maioria dos casos, orgânica, principalmente quando o homem tem mais que 50 anos.
A deficiência de alguns hormônios masculinos como a testosterona.
Excesso de prolactina.
A presença de algumas doenças como o diabete melito.
O uso de medicações que combatem a hipertensão.
A anormalidade vascular peniana.
São fatores orgânicos importantes a serem levados em consideração na avaliação dessa disfunção sexual.
E tem cura?
Podemos pensar que há uma soma desses fatores orgânicos e emocionais na determinação da impotência. Para o tratamento, então, devemos combinar algumas técnicas terapêuticas para obtenção de maior sucesso.
Após alguns exames de rotina, detectamos a presença ou não de algum problema orgânico. Por exemplo, se há falta de testosterona, podemos repor através de uso de medicação. Se há problema vascular ou neurológico, podemos até indicar cirurgia ou colocação de prótese. Entretanto, tais métodos mais evasivos são de última escolha no tratamento da impotência, só utilizados quando quaisquer outros métodos já falharam completamente.
Quando não há muitos achados positivos nos exames, podemos empregar um tipo de tratamento psicológico, denominado psicoterapia cognitivo-comportamental, que é baseado em tarefas sexuais progressivas e orientação.
O uso concomitante de algumas medicações que provocam a ereção tem elevado o sucesso terapêutico em muitos casos. Entretanto, os mesmos nunca devem ser utilizados sem acompanhamento médico especializado.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
Sinônimos:
Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino
O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.
Definição de câncer de colo uterino
É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.
O que é o colo do útero?
O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina.
O que se sente quando se tem o câncer de colo do útero?
O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.
Como o médico faz o diagnóstico do câncer de colo do útero?
O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.
Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.
Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.
Como se trata o câncer de colo de útero?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.
O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.
O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.
Detecção precoce para o câncer de colo de útero
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de se procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual o grupo de pessoas que corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer, e dizer com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida. Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de colo do útero?
O exame de Papanicolau ou "preventivo de câncer de colo do útero" é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero.
O que é Papanicolau?
Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. O Exame pode também identificar condições não cancerosas como infecção ou inflamação. O nome do teste refere-se ao nome do seu criador, o médico greco-americano George Papanicolaou
Com que freqüência deve ser feito o Papanicolau?
Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.
Mulheres mais velhas normalmente deixam de fazer esse exame porque deixam de se consultar, ou mesmo por orientação do médico. A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.
Mulheres que realizaram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) com a retirada do colo além do útero, não necessitam fazer o exame, a menos que a cirurgia tenha sido feita para o tratamento de câncer ou de lesão pré-maligna.
Como o médico faz o exame de Papanicolau?
Este teste é feito por um médico ou um técnico treinado para isso, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo do útero seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo do útero e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver (lesões precursoras) ou que já esteja presente.
O exame de Papanicolau necessita de alguma preparação prévia?
A mulher deve fazer este exame quando não estiver menstruando. O melhor período é entre o 10º e 20º dia após o primeiro dia do seu último período menstrual. A mulher deve avisar seu médico em que momento do ciclo está.
Por dois dias antes do exame a mulher deve evitar piscina e banheiras, duchas vaginais, tampões, desodorantes ou medicamentos vaginais, espermicidas e cremes vaginais (a menos que seu médico recomende explicitamente). Estes produtos e situações podem retirar ou esconder células anormais.
A mulher deve também evitar relações sexuais por dois dias antes do exame.
Após o exame, a mulher pode voltar a suas atividade normais imediatamente.
Resultados do Exame Preventivo (Papanicolau)
Negativo para câncer (células malignas): se é o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo em um ano. Se tiver um resultado negativo no ano anterior, o exame deverá ser repetido em 3 anos.
Alteração tipo NIC I: repetir o exame em 6 meses;
Alterações tipo NIC II e NIC III: o médico deverá decidir a melhor conduta. Novos exames, como a colposcopia, deverão ser realizadas;
Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido em 6 meses;
ASCUS e ASGUS (alteração atípica com significado incerto): o médico deve indicar a conduta a seguir conforme cada caso. Pode ser a repetição do exame em 12 meses ou tratamento de infecção ou fazer uma colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais).
Amostra insatisfatória: a quantidade de material não foi suficiente para fazer o exame. O exame deve ser repetido logo que for possível.
Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes, é necessário que o seu parceiro também receba tratamento.
O câncer de colo do útero pode ser prevenido?
Sim, prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.
Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.
Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.
O câncer de colo do útero, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores aos quais, se a pessoa estiver exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui.
Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, expondo-se mais a eles.
A prevenção do câncer de colo do útero passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual, desestimulando a promiscuidade. Em nível secundário de prevenção, está o exame ginecológico periódico.
Os fatores de risco e proteção mais conhecidos para o câncer de colo do útero e que podem ser modificados são:
Exame de Papanicolau ou preventivo de câncer
Fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero é a forma mais eficaz de diminuir a chance de ter esse tipo de câncer.
As mulheres mais velhas, que normalmente deixam de fazer esse exame, muitas vezes por orientação do seu próprio médico, ou porque deixam de se consultar com um ginecologista, têm risco de desenvolver esse tumor, já que não o diagnosticam na sua fase inicial.
Infecção pelo Vírus Papiloma Humano (HPV)
O Vírus Papiloma Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 sub-tipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo do útero. Mais freqüentemente, os sub-tipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.
Não existe tratamento para esse tipo de vírus e ele desaparece sozinho, sem tratamento, na grande maioria das vezes. Porém, a maioria dos cânceres de colo do útero têm a presença desse vírus.
Ou seja, as mulheres portadoras desse vírus devem fazer exames mais freqüentes com o seu ginecologista ou profissional de saúde capacitado para detectar alterações sugestivas de lesões malignas ou pré-malignas tão cedo quanto possível, o que aumenta muito a chance de se fazer um procedimento que a deixem complemente curadas.
Fumo
Fumar aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer.
Parar de fumar ou evitar fumo passivo (inalar fumaça de fumantes próximos) é uma forma de prevenir esse tipo de tumor.
História da Vida Sexual
Mulheres que tiveram a sua primeira relação sexual muito cedo, antes dos 16 anos, ou que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Possivelmente, isso é o reflexo de maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis , como o HPV, que estão associados a esse tipo de tumor.
Outras doenças sexualmente transmissíveis também estão associadas a esse tumor, como o herpes simples e o HIV.
Por isso, a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de métodos de barreira (camisinha ou condom) e uso de espermicida, diminui a chance de desenvolver esse tipo de tumor.
Dieta
Vários estudos têm associado uma diminuição no risco de desenvolver câncer de colo do útero em mulheres que ingerem micronutrientes nas suas quantidades adequadas.
Os micronutrientes mais freqüentemente descritos como benéficos, nestes estudos, são os carotenóides, a vitamina C e E.
Provavelmente, estes estudos estão demonstrando de forma indireta que uma dieta variada, balanceada e rica em vegetais é benéfica e diminui as chances da mulher de desenvolver esse tipo de tumor.
Os principais fatores de risco para o câncer de colo do útero são:
baixo nível sócio-econômico
precocidade na primeira relação sexual
promiscuidade (múltiplos parceiros)
parceiro sexual de risco
multiparidade (vários partos)
primeira gestação precoce
tabagismo
radiação prévia
infecção por papilomavírus
herpes vírus
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tive verruga na vagina; isso aumenta o meu risco de ter câncer de colo do útero?
Meu parceiro teve verruga no pênis. O que devo fazer para me prevenir?
Sinônimos:
Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino
O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.
Definição de câncer de colo uterino
É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.
O que é o colo do útero?
O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina.
O que se sente quando se tem o câncer de colo do útero?
O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.
Como o médico faz o diagnóstico do câncer de colo do útero?
O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.
Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.
Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.
Como se trata o câncer de colo de útero?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.
O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.
O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.
Detecção precoce para o câncer de colo de útero
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de se procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual o grupo de pessoas que corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer, e dizer com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida. Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de colo do útero?
O exame de Papanicolau ou "preventivo de câncer de colo do útero" é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero.
O que é Papanicolau?
Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. O Exame pode também identificar condições não cancerosas como infecção ou inflamação. O nome do teste refere-se ao nome do seu criador, o médico greco-americano George Papanicolaou
Com que freqüência deve ser feito o Papanicolau?
Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.
Mulheres mais velhas normalmente deixam de fazer esse exame porque deixam de se consultar, ou mesmo por orientação do médico. A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.
Mulheres que realizaram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) com a retirada do colo além do útero, não necessitam fazer o exame, a menos que a cirurgia tenha sido feita para o tratamento de câncer ou de lesão pré-maligna.
Como o médico faz o exame de Papanicolau?
Este teste é feito por um médico ou um técnico treinado para isso, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo do útero seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo do útero e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver (lesões precursoras) ou que já esteja presente.
O exame de Papanicolau necessita de alguma preparação prévia?
A mulher deve fazer este exame quando não estiver menstruando. O melhor período é entre o 10º e 20º dia após o primeiro dia do seu último período menstrual. A mulher deve avisar seu médico em que momento do ciclo está.
Por dois dias antes do exame a mulher deve evitar piscina e banheiras, duchas vaginais, tampões, desodorantes ou medicamentos vaginais, espermicidas e cremes vaginais (a menos que seu médico recomende explicitamente). Estes produtos e situações podem retirar ou esconder células anormais.
A mulher deve também evitar relações sexuais por dois dias antes do exame.
Após o exame, a mulher pode voltar a suas atividade normais imediatamente.
Resultados do Exame Preventivo (Papanicolau)
Negativo para câncer (células malignas): se é o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo em um ano. Se tiver um resultado negativo no ano anterior, o exame deverá ser repetido em 3 anos.
Alteração tipo NIC I: repetir o exame em 6 meses;
Alterações tipo NIC II e NIC III: o médico deverá decidir a melhor conduta. Novos exames, como a colposcopia, deverão ser realizadas;
Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido em 6 meses;
ASCUS e ASGUS (alteração atípica com significado incerto): o médico deve indicar a conduta a seguir conforme cada caso. Pode ser a repetição do exame em 12 meses ou tratamento de infecção ou fazer uma colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais).
Amostra insatisfatória: a quantidade de material não foi suficiente para fazer o exame. O exame deve ser repetido logo que for possível.
Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes, é necessário que o seu parceiro também receba tratamento.
O câncer de colo do útero pode ser prevenido?
Sim, prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.
Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.
Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.
O câncer de colo do útero, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores aos quais, se a pessoa estiver exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui.
Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, expondo-se mais a eles.
A prevenção do câncer de colo do útero passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual, desestimulando a promiscuidade. Em nível secundário de prevenção, está o exame ginecológico periódico.
Os fatores de risco e proteção mais conhecidos para o câncer de colo do útero e que podem ser modificados são:
Exame de Papanicolau ou preventivo de câncer
Fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero é a forma mais eficaz de diminuir a chance de ter esse tipo de câncer.
As mulheres mais velhas, que normalmente deixam de fazer esse exame, muitas vezes por orientação do seu próprio médico, ou porque deixam de se consultar com um ginecologista, têm risco de desenvolver esse tumor, já que não o diagnosticam na sua fase inicial.
Infecção pelo Vírus Papiloma Humano (HPV)
O Vírus Papiloma Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 sub-tipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo do útero. Mais freqüentemente, os sub-tipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.
Não existe tratamento para esse tipo de vírus e ele desaparece sozinho, sem tratamento, na grande maioria das vezes. Porém, a maioria dos cânceres de colo do útero têm a presença desse vírus.
Ou seja, as mulheres portadoras desse vírus devem fazer exames mais freqüentes com o seu ginecologista ou profissional de saúde capacitado para detectar alterações sugestivas de lesões malignas ou pré-malignas tão cedo quanto possível, o que aumenta muito a chance de se fazer um procedimento que a deixem complemente curadas.
Fumo
Fumar aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer.
Parar de fumar ou evitar fumo passivo (inalar fumaça de fumantes próximos) é uma forma de prevenir esse tipo de tumor.
História da Vida Sexual
Mulheres que tiveram a sua primeira relação sexual muito cedo, antes dos 16 anos, ou que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Possivelmente, isso é o reflexo de maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis , como o HPV, que estão associados a esse tipo de tumor.
Outras doenças sexualmente transmissíveis também estão associadas a esse tumor, como o herpes simples e o HIV.
Por isso, a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de métodos de barreira (camisinha ou condom) e uso de espermicida, diminui a chance de desenvolver esse tipo de tumor.
Dieta
Vários estudos têm associado uma diminuição no risco de desenvolver câncer de colo do útero em mulheres que ingerem micronutrientes nas suas quantidades adequadas.
Os micronutrientes mais freqüentemente descritos como benéficos, nestes estudos, são os carotenóides, a vitamina C e E.
Provavelmente, estes estudos estão demonstrando de forma indireta que uma dieta variada, balanceada e rica em vegetais é benéfica e diminui as chances da mulher de desenvolver esse tipo de tumor.
Os principais fatores de risco para o câncer de colo do útero são:
baixo nível sócio-econômico
precocidade na primeira relação sexual
promiscuidade (múltiplos parceiros)
parceiro sexual de risco
multiparidade (vários partos)
primeira gestação precoce
tabagismo
radiação prévia
infecção por papilomavírus
herpes vírus
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tive verruga na vagina; isso aumenta o meu risco de ter câncer de colo do útero?
Meu parceiro teve verruga no pênis. O que devo fazer para me prevenir?
SEXO NA ADOLESCÊNCIA
SEXO NA ADOLESCÊNCIA
Transformações da Mente e do Corpo
A Adolescência, período de vida compreendido entre 10 e 20 anos, é uma fase bastante conturbada. Ocorrem transformações físicas e emocionais importantes, preparando a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par, já com a possibilidade de gerar filhos.
A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Ocorre a primeira menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pêlos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, entre outros.
Mas nem sempre esta fase vem acompanhada das transformações emocionais e sociais que são o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo, a adolescência pode chegar mais tarde, independente da criança estar já bem desenvolvida fisicamente. É o caso dos países ocidentais, como os Estados Unidos e a Inglaterra ou França. O processo de educação continuada e a grande soma de informações, por exemplo, acabam por retardar a necessidade, por parte dos jovens, da busca de uma vida separada de seus pais. Muitos ainda moram com a família depois dos 20 anos. Já em sociedades mais simples, como em algumas regiões do Brasil, da África ou da Ásia, a necessidade de força braçal, desde muito cedo, antecipa a entrada da criança na adolescência e nas responsabilidades que lhe são devidas.
O Adolescente e a sua Sexualidade
A jovem adolescente amadurece em média dois anos antes do rapaz. Busca fortificar sua feminilidade, prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua primeira relação sexual, o que ocorre de forma gradativa. Vai experimentando seus limites progressivamente. Os rapazes buscam encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Em nosso meio, há uma tendência do jovem em experimentar sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação sexual propriamente dita. O termo que se usa atualmente é "ficar".
A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em bandos, mas também aos pares.
A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo.
Os jovens podem apresentar algum tipo de atividade homossexual nessa fase, como exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo (comparação do tamanho do pênis, por exemplo), atividades estas consideradas absolutamente normais. A fortificação dessas condutas, com o abuso sexual por parte de um adulto de mesmo sexo ou com alta ansiedade perante o sexo oposto, pode desenvolver uma orientação homossexual definitiva nos jovens.
Em tempos da super informação, com a internet, a globalização, a pouca censura nos meios de comunicação de massa, há um apelo sexual freqüente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes falam como adultos, querem se portar como tal e ter os privilégios da maturidade. No entanto, falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o significado real de um envolvimento sexual. A gravidez de risco na adolescência, infelizmente, é um dos resultados desastrosos desta situação atual. A pouca informação qualificada e o precário respeito dos adultos perante as necessidades dos jovens são os verdadeiros responsáveis pelo falso e ilusório desenvolvimento do adolescente de hoje.
Transformações da Mente e do Corpo
A Adolescência, período de vida compreendido entre 10 e 20 anos, é uma fase bastante conturbada. Ocorrem transformações físicas e emocionais importantes, preparando a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e fica apta para usufruir sua sexualidade, firmando sua identidade sexual e buscando um par, já com a possibilidade de gerar filhos.
A fase onde há modificações no corpo chama-se de Puberdade. Ocorre a primeira menstruação nas meninas (menarca), as poluções masculinas (ejaculações espontâneas sem coito), o crescimento de pêlos no corpo, a mudança de voz nos rapazes, o amadurecimento da genitália, com aumento do tamanho do pênis e dos seios, entre outros.
Mas nem sempre esta fase vem acompanhada das transformações emocionais e sociais que são o marco da adolescência. Dependendo da cultura de cada povo, a adolescência pode chegar mais tarde, independente da criança estar já bem desenvolvida fisicamente. É o caso dos países ocidentais, como os Estados Unidos e a Inglaterra ou França. O processo de educação continuada e a grande soma de informações, por exemplo, acabam por retardar a necessidade, por parte dos jovens, da busca de uma vida separada de seus pais. Muitos ainda moram com a família depois dos 20 anos. Já em sociedades mais simples, como em algumas regiões do Brasil, da África ou da Ásia, a necessidade de força braçal, desde muito cedo, antecipa a entrada da criança na adolescência e nas responsabilidades que lhe são devidas.
O Adolescente e a sua Sexualidade
A jovem adolescente amadurece em média dois anos antes do rapaz. Busca fortificar sua feminilidade, prorrogar os encontros sexuais e selecionar um parceiro adequado para poder ter sua primeira relação sexual, o que ocorre de forma gradativa. Vai experimentando seus limites progressivamente. Os rapazes buscam encontros sexuais com mais ansiedade, geralmente, persuadindo as garotas ao sexo com eles. Em nosso meio, há uma tendência do jovem em experimentar sensações sexuais com outros de sua idade, sem necessariamente buscar uma relação sexual propriamente dita. O termo que se usa atualmente é "ficar".
A perda da virgindade ainda é um marco importante para os jovens. É um rito de iniciação sexual, que pode ser vivenciado com orgulho ou com culpa excessiva, de acordo com a educação e tradição da família. Inicialmente, os jovens buscam apenas envolvimento sexual, testando suas novas capacidades e reações frente a sensações antes desconhecidas. É a redescoberta do corpo. Só depois procuram o envolvimento afetivo complementar passando a conviver não apenas em bandos, mas também aos pares.
A masturbação faz parte da vida das pessoas desde a infância e, na adolescência, se intensifica com a redescoberta de sensações, tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo.
Os jovens podem apresentar algum tipo de atividade homossexual nessa fase, como exposição dos genitais, masturbação recíproca e comparação dos seios e dos genitais em grupo (comparação do tamanho do pênis, por exemplo), atividades estas consideradas absolutamente normais. A fortificação dessas condutas, com o abuso sexual por parte de um adulto de mesmo sexo ou com alta ansiedade perante o sexo oposto, pode desenvolver uma orientação homossexual definitiva nos jovens.
Em tempos da super informação, com a internet, a globalização, a pouca censura nos meios de comunicação de massa, há um apelo sexual freqüente e precoce, expondo os jovens a situações ainda não bem compreendidas por eles. Os adolescentes falam como adultos, querem se portar como tal e ter os privilégios da maturidade. No entanto, falta-lhes a experiência, a responsabilidade e o significado real de um envolvimento sexual. A gravidez de risco na adolescência, infelizmente, é um dos resultados desastrosos desta situação atual. A pouca informação qualificada e o precário respeito dos adultos perante as necessidades dos jovens são os verdadeiros responsáveis pelo falso e ilusório desenvolvimento do adolescente de hoje.
CÂNCER DE LARINGE
CÂNCER DE LARINGE
O que é?
A laringe é um órgão localizado abaixo da garganta e é onde se localizam as cordas vocais, estruturas responsáveis pela voz.
O câncer de laringe pode se localizar acima das cordas vocais (supraglótico), na porção onde se localizam as cordas vocais (glótico) ou abaixo, no início da traquéia (infraglótico). Ele pertence ao grupo de tumores a que se dá o nome de Cânceres de Cabeça e Pescoço.
Este câncer é, na maioria das vezes do tipo epidermóide ou escamoso, ou seja, são as células que revestem a laringe que sofrem alterações e se tornam malignas.
O que causa o câncer de laringe?
Os principais fatores de risco para este tipo de câncer são o fumo (de qualquer tipo) e o uso abusivo de bebidas alcoólicas.
Sinais e Sintomas
O principal sintoma deste tumor é a rouquidão. Nas pessoas que já tem a voz mais rouca, a piora deste sintoma ou a modificação da voz pode indicar alguma alteração nas cordas vocais, alteração esta que pode estar relacionada a este câncer. Pode vir acompanhado de dor no ouvido, tosse persistente, dificuldade ou dor para engolir e gânglios (linfonodos ou ínguas) aumentados na região lateral do pescoço (quando se considera avançado localmente).
Como se diagnostica este câncer?
Quando uma pessoa sente um dos sintomas acima, principalmente se é fumante e usa regularmente bebidas alcoólicas, deve procurar um médico de sua confiança. Este médico fará um exame físico de sua garganta (por dentro) e do seu pescoço.
Se o médico achar necessário, ele fará uma laringoscopia - exame no qual se coloca um espelho ou um aparelho de endoscopia próprio para a garganta para ver alguma alteração que explique o que o paciente está sentindo. Caso alguma alteração seja encontrada, uma biópsia (retirada de um pequeno pedaço do revestimento da laringe ou da lesão) será realizada para poder fazer um exame mais detalhado em um laboratório de patologia (Exame anátomo-patológico).
Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico encaminhará o paciente para um local onde se tratam pacientes com câncer e mais exames serão realizados para se avaliar a extensão da doença (exames de estadiamento). Estes exames podem incluir tomografias computadorizadas e exames de sangue.
Como se trata?
O tratamento depende de vários fatores, tais como: a extensão da doença (se espalhou-se para os gânglios do pescoço ou outros órgãos), a localização do tumor, a agressividade das células malignas, a idade e condições de saúde do paciente.
O tratamento tem sempre o objetivo de evitar cirurgias que retirem toda a laringe, porque isso leva o paciente a não poder mais falar normalmente. Os tratamentos mais comumente usados são cirurgias parciais, radioterapia e quimioterapia concomitante (ao mesmo tempo) ou em sequência. O tumor é examinado após o tratamento para confirmar que desapareceu. Neste caso, não é necessário fazer a cirurgia de retirada do órgão e o paciente continua a falar de forma natural. Caso o tumor não desapareça, ou volte, ainda assim pode-se fazer uma cirurgia para retirar o tumor e neste caso, na maioria das vezes, a laringe com as cordas vocais são retiradas e o paciente não pode mais falar por via natural. Aparelhos são desenvolvidos para o paciente se comunicar e isso é importante para a manutenção da qualidade de vida do paciente e de sua vida social.
Continuar fumando e bebendo bebidas de álcool durante e após o tratamento diminui a chance de cura, além de aumentar a chance de o tumor voltar ou de ter outro câncer na região da cabeça e pescoço ou de outra parte do corpo.
Se o câncer é bem inicial e não se espalhou para os gânglios do pescoço e nenhum outro local do corpo a chance de cura após o tratamento pode ser de até 95%. Para a maioria dos pacientes, nos quais o câncer volta, isso acontece nos primeiros 2 a 3 anos após o tratamento e, raramente o tumor volta após 5 anos.
O que é?
A laringe é um órgão localizado abaixo da garganta e é onde se localizam as cordas vocais, estruturas responsáveis pela voz.
O câncer de laringe pode se localizar acima das cordas vocais (supraglótico), na porção onde se localizam as cordas vocais (glótico) ou abaixo, no início da traquéia (infraglótico). Ele pertence ao grupo de tumores a que se dá o nome de Cânceres de Cabeça e Pescoço.
Este câncer é, na maioria das vezes do tipo epidermóide ou escamoso, ou seja, são as células que revestem a laringe que sofrem alterações e se tornam malignas.
O que causa o câncer de laringe?
Os principais fatores de risco para este tipo de câncer são o fumo (de qualquer tipo) e o uso abusivo de bebidas alcoólicas.
Sinais e Sintomas
O principal sintoma deste tumor é a rouquidão. Nas pessoas que já tem a voz mais rouca, a piora deste sintoma ou a modificação da voz pode indicar alguma alteração nas cordas vocais, alteração esta que pode estar relacionada a este câncer. Pode vir acompanhado de dor no ouvido, tosse persistente, dificuldade ou dor para engolir e gânglios (linfonodos ou ínguas) aumentados na região lateral do pescoço (quando se considera avançado localmente).
Como se diagnostica este câncer?
Quando uma pessoa sente um dos sintomas acima, principalmente se é fumante e usa regularmente bebidas alcoólicas, deve procurar um médico de sua confiança. Este médico fará um exame físico de sua garganta (por dentro) e do seu pescoço.
Se o médico achar necessário, ele fará uma laringoscopia - exame no qual se coloca um espelho ou um aparelho de endoscopia próprio para a garganta para ver alguma alteração que explique o que o paciente está sentindo. Caso alguma alteração seja encontrada, uma biópsia (retirada de um pequeno pedaço do revestimento da laringe ou da lesão) será realizada para poder fazer um exame mais detalhado em um laboratório de patologia (Exame anátomo-patológico).
Se o diagnóstico de câncer for confirmado, o médico encaminhará o paciente para um local onde se tratam pacientes com câncer e mais exames serão realizados para se avaliar a extensão da doença (exames de estadiamento). Estes exames podem incluir tomografias computadorizadas e exames de sangue.
Como se trata?
O tratamento depende de vários fatores, tais como: a extensão da doença (se espalhou-se para os gânglios do pescoço ou outros órgãos), a localização do tumor, a agressividade das células malignas, a idade e condições de saúde do paciente.
O tratamento tem sempre o objetivo de evitar cirurgias que retirem toda a laringe, porque isso leva o paciente a não poder mais falar normalmente. Os tratamentos mais comumente usados são cirurgias parciais, radioterapia e quimioterapia concomitante (ao mesmo tempo) ou em sequência. O tumor é examinado após o tratamento para confirmar que desapareceu. Neste caso, não é necessário fazer a cirurgia de retirada do órgão e o paciente continua a falar de forma natural. Caso o tumor não desapareça, ou volte, ainda assim pode-se fazer uma cirurgia para retirar o tumor e neste caso, na maioria das vezes, a laringe com as cordas vocais são retiradas e o paciente não pode mais falar por via natural. Aparelhos são desenvolvidos para o paciente se comunicar e isso é importante para a manutenção da qualidade de vida do paciente e de sua vida social.
Continuar fumando e bebendo bebidas de álcool durante e após o tratamento diminui a chance de cura, além de aumentar a chance de o tumor voltar ou de ter outro câncer na região da cabeça e pescoço ou de outra parte do corpo.
Se o câncer é bem inicial e não se espalhou para os gânglios do pescoço e nenhum outro local do corpo a chance de cura após o tratamento pode ser de até 95%. Para a maioria dos pacientes, nos quais o câncer volta, isso acontece nos primeiros 2 a 3 anos após o tratamento e, raramente o tumor volta após 5 anos.
AVC Acidente vascular cerebral)
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Sinônimos e Nomes Populares:
AVC, Derrame cerebral.
O que é?
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.
Como se desenvolve ou se adquire?
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
O que se sente?
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo se isquêmico ou hemorrágico. Os sintomas podem depender da sua localização e da idade do paciente. Os principais sintomas do acidente vascular cerebral incluem:
Fraqueza:
O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia):
É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sanguíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne?
Geralmente existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.
O tratamento preventivo inclui a identificação e controle dos fatores de risco. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.
Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar.
A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.
O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.
As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.
Qual é o prognóstico?
Mesmo sendo uma doença do cérebro, o acidente vascular cerebral pode afetar o organismo todo. Uma sequela comum é a paralisia completa de um lado do corpo (hemiplegia) ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia). O acidente vascular cerebral pode causar problemas de pensamento, cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória. O acidente vascular cerebral pode produzir problemas emocionais com o paciente apresentando dificuldades de controlar suas emoções ou expressá-las de forma inapropriada. Muitos pacientes apresentam depressão.
A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25 por cento dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos.
Sinônimos e Nomes Populares:
AVC, Derrame cerebral.
O que é?
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquêmicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.
Como se desenvolve ou se adquire?
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
O que se sente?
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo se isquêmico ou hemorrágico. Os sintomas podem depender da sua localização e da idade do paciente. Os principais sintomas do acidente vascular cerebral incluem:
Fraqueza:
O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia):
É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sanguíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne?
Geralmente existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.
O tratamento preventivo inclui a identificação e controle dos fatores de risco. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.
Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar.
A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.
O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.
As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.
Qual é o prognóstico?
Mesmo sendo uma doença do cérebro, o acidente vascular cerebral pode afetar o organismo todo. Uma sequela comum é a paralisia completa de um lado do corpo (hemiplegia) ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia). O acidente vascular cerebral pode causar problemas de pensamento, cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória. O acidente vascular cerebral pode produzir problemas emocionais com o paciente apresentando dificuldades de controlar suas emoções ou expressá-las de forma inapropriada. Muitos pacientes apresentam depressão.
A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25 por cento dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos.
La Dialyse
La Dialyse
PRINCIPES
Comment çà fonctionne ?
La dialyse fait deux choses en même temps :
- elle enlève des déchets, c'est la DIALYSE VERITABLE
- elle enlève l'eau qui est en trop, c'est l'ULTRAFILTRATION
L'épuration des déchets :
elle se fait grâce à un liquide appelé dialysat qui est mis en contact avec le sang dont il est séparé par une fine membrane (péritoine ou bien membrane du rein artificiel).
Les particules vont passer à travers cette membrane et vont aller de l'endroit le plus concentré vers le moins concentré.
Ainsi l'urée passera du sang vers le dialysat et inversément le bicarbonate contenu en grande quantité dans le dialysat passera dans le sang.
Petit à petit le dialysat va se charger de tous les déchets.
Le dialysat est changé régulièrement par du dialysat propre.
Comment on enlève l'eau ?
- en hémodialyse, on augmente la pression d'un côté et on pompe l'eau en trop.
- en dialyse péritonéale, on utilise un dialysat très concentré en sucre (glucose) ce qui attire l'eau...
Quand faut-il passer en dialyse ?
Cela devient indispensable quand 90 % de tes reins ne marchent plus.
Pour le savoir, on mesure dans ton sang le taux de créatinine (voir créatinine).
HEMODIALYSE
Cette technique permet d'épurer le sang à travers une membrane artificielle.
Elle nécessite 3 éléments :
1 - le dialyseur ou rein artificiel dans lequel il y a la membrane de dialyse sous forme de fibres creuses, ou de plaque. Dans le dialyseur, le circuit sang et le dialysat sont séparés par la membrane.
2 - le circuit sang : il y a un tuyau qui amène le sang dans le dialyseur ("ligne artérielle" sur laquelle il y a une pompe) et un tuyau qui ramène le sang à ta fistule (ligne veineuse sur laquelle il y a un piège à bulles).
Ces tuyaus sont reliés à des aiguilles qui ont été piquées dans ta fistule en début de séance. Pendant la séance, tu reçois un traitement pour fluidifier ton sang et éviter qu'il ne coagule dans le circuit (Héparine qui est injectée dans le circuit). A la fin de la dialyse, on te remet tout le sang qui est dans le circuit.
3 - le dialysat : c'est un liquide qui a une composition proche de ton sang et qui est fabriqué par une machine (générateur de dialyse).
Il va circuler dans le dialyseur et va se charger petit à petit de ton urée, phosphore, créatinine...
La machine permet aussi de régler son débit, sa température et elle contrôle la quantité d'eau que tu dois perdre (ultrafiltration).
Enfin, elle surveille le bon déroulement de la séance.
DIALYSE PERITONEALE
Il existe plusieurs techniques de dialyse péritonéale
- La Dialyse Péritonéale Continue Ambulatoire ou DPCA :
Le liquide est changé 4 fois par jour.
Tes parents ou une infirmière t'aident pour ces changements car il faut les faire très proprement avec beaucoup de précautions.
l'épuration de ton sang se fait sans s'arrêter, tous les jours.
Tu n'as pas besoin de venir à l'hôpital et cela peut se faire à la maison.
- La Dialyse Péritonéale avec cycleur ou DP :
C'est une dialyse intermittente.
L e dialysat est changé très souvent (chaque heure) grâce à une machine (le cycleur) mais seulement pendant
quelques heures par jour.
Les séances peuvent se faire la nuit, soit toutes les nuits, soit 5 ou 6 nuits par semaine, cela dépend de la quantité d'urine que tu fabriques.
Avec cette technique, entre les séances, le ventre est vide et le drain est fermé par un petit bouchon.
Cette dialyse peut se faire à l'hôpital ou à la maison après avoir appris comment fonctionne la machine.
Médicaments les plus utilisés
Parsouci de clarté, chaque fois que cela était nécessaire, certains médicaments apparaissent avec leur nom commercial, nous avons alors cité l'ensemble des spécialités admises sur le marché.
LE REIN ET L'OS
Calcium : (CARBONATE DE CALCIUM dont il existe de nombreuses spécialités) Ce médicament a deux actions : il apporte du calcium qui est indispensable pour ton os, et il l'empêche le phosphore des aliments de pénétrer dasn ton sang.
Il faut toujours le prendre au moment des repas.
Vitamine D activée : 1,25(OH)2D3 - (UN ALPHA (OH)D3...) :
Elle est indispensable pour la croissance de tes os et pour maintenir le calcium dans le sang.
Le rein normal en fabrique.
Dans l'insuffisance rénale, elle est diminuée et il faut en donner par voie orale ou par voie veineuse.
LE REIN ET CERTAINS ALIMENTS
Les résines : (KAYEXALATE, CALCIUM SORBISTERIT...).
Elles ressemblent à du sable très fin, elle diminuent le potassium.
LE REIN ET LE COEUR (H.T.A.)
Les anti-hypertenseurs : Ils sont souvent nécessaires, ils diminuent la tension artérielle.
Il en existe différentes sortes selon leur mode d'action.
- les inhibiteurs de l'enzyme de conversion
- les dilatateurs des artères
- les ralentisseurs
LE REIN ET LE SANG
Erythropoïétine : (RECORMON, EPREX...)
C'est une hormone sécrétée par le rein et qui commande la fabrication des globules rouges dans la moëlle.
Il faut la donner en intraveineuse ou en sous-cutanée.
En général, on fait 3 injections par semaine.
La dose sera calculée selon la quantité de tes globules rouges que l'on surveille chaque semaine (ématocrite).
LE REIN ET LA CROISSANCE
L'hormone de croissance : quand il y a une insuffisance rénale, elle fonctionne moins bien et tu risques de grandir moins vite.
Si c'est ton cas, tu pourras avoir de l'hormone de croissance en médicament.
Elle se donne alors par piqûre sous-cutanée le soir.
Après la transplantation
TON NOUVEAU REIN ET TON ORGANISME
Les immunosuppresseurs
Ils diminuent le système de défebnse de ton organisme pour empêcher le rejet de ton rein après Tansplantation.
Il en existe plusieurs sortes qui bloquent le système de défense à des endroits différents, la cortisone, la ciclosporine, l'azathioprine, le sérum anti-lymphocytaire.
En général, il faut les associer pour être plus efficace.
La cortisone : elle se prend de préférence le matin au petit déjeuner.
A forte dose, elle peut avoir des effets secondaires :
mal à l'estomac, énervement, augmentation de l'appétit et diminution de la croissance ; elle peut te faire prendre du poids et elle peut te faire pousser les poils.
Mais ces inconvénients disparaissent à faible dose.
La CICLOSPORINE : (SANDIMMUN)
Elle se prend matin et soir.
Elle existe en sirop et en gélule.
La dose est adaptée à chacun en fonction de son taux dans le sang.
(prise de sang faite le matin avant de prendre ta CICLOSPORINE) S'il y en a trop c'est dangereux pour ton rein et çà peut faire monter la tension.
Elle peut avoir des effets secondaires (gonflement des gensives, pousse des poils).
certains médicaments peuvent la faire augmenter ou diminuer et il faut toujours le signaler à ton médecin
quand il te donne de nouveaux médicaments.
L'AZATHIOPRINE : (IMUREL) se donne en général le soir.
Le sérum anti-lymphocytaire : (Thymoglobuline, Lymphoglobuline) ou les anticorps monoclonaux (OKT3)
se donnent par voie intraveineuse pendant quelques jours au début de la greffe ou au moment des crises de rejet.
La transplantation rénale
Tu ne resteras pas toujours en dialyse.
Un jour, tu auras la chance d'être greffé avec un rein d'une autre personne qui pourra être :
- un adulte de ta famille (l'un de tes parents ou bien un frère ou une soeur s'ils sont majeurs)
- ou quelqu'un que tu ne connais pas et qui voulait donner son rein après sa mort.
Il se peut que tu sois greffé avant même d'avoir commencé à être dialysé !
L'équipe qui te soigne t'a inscrit pour cela sur une Liste de Transplantation
Pour t'inscrire, il faut connaître la carte d'identité de ton corps qui est très personnelle.
Cela s'appelle le groupage HLA (il se fait par une prise de sang).
Il permettra de trouver un rein dont la carte d'identité ressemble beaucoup à la tienne.
Ton médecin te téléphonera dès qu'il y aura un rein pour toi :
Vive le téléphone ! Il faudra donc vite venir à l'hôpital car avant de te greffer, il y aura des examens à te faire, en particulier le CROSS-MATCH pour vérifier que ce rein-là est le meilleur pour toi.
On va le placer dans ton ventre (en bas sur le côté)
Voilà où sera ton nouveau rein
PRINCIPES
Comment çà fonctionne ?
La dialyse fait deux choses en même temps :
- elle enlève des déchets, c'est la DIALYSE VERITABLE
- elle enlève l'eau qui est en trop, c'est l'ULTRAFILTRATION
L'épuration des déchets :
elle se fait grâce à un liquide appelé dialysat qui est mis en contact avec le sang dont il est séparé par une fine membrane (péritoine ou bien membrane du rein artificiel).
Les particules vont passer à travers cette membrane et vont aller de l'endroit le plus concentré vers le moins concentré.
Ainsi l'urée passera du sang vers le dialysat et inversément le bicarbonate contenu en grande quantité dans le dialysat passera dans le sang.
Petit à petit le dialysat va se charger de tous les déchets.
Le dialysat est changé régulièrement par du dialysat propre.
Comment on enlève l'eau ?
- en hémodialyse, on augmente la pression d'un côté et on pompe l'eau en trop.
- en dialyse péritonéale, on utilise un dialysat très concentré en sucre (glucose) ce qui attire l'eau...
Quand faut-il passer en dialyse ?
Cela devient indispensable quand 90 % de tes reins ne marchent plus.
Pour le savoir, on mesure dans ton sang le taux de créatinine (voir créatinine).
HEMODIALYSE
Cette technique permet d'épurer le sang à travers une membrane artificielle.
Elle nécessite 3 éléments :
1 - le dialyseur ou rein artificiel dans lequel il y a la membrane de dialyse sous forme de fibres creuses, ou de plaque. Dans le dialyseur, le circuit sang et le dialysat sont séparés par la membrane.
2 - le circuit sang : il y a un tuyau qui amène le sang dans le dialyseur ("ligne artérielle" sur laquelle il y a une pompe) et un tuyau qui ramène le sang à ta fistule (ligne veineuse sur laquelle il y a un piège à bulles).
Ces tuyaus sont reliés à des aiguilles qui ont été piquées dans ta fistule en début de séance. Pendant la séance, tu reçois un traitement pour fluidifier ton sang et éviter qu'il ne coagule dans le circuit (Héparine qui est injectée dans le circuit). A la fin de la dialyse, on te remet tout le sang qui est dans le circuit.
3 - le dialysat : c'est un liquide qui a une composition proche de ton sang et qui est fabriqué par une machine (générateur de dialyse).
Il va circuler dans le dialyseur et va se charger petit à petit de ton urée, phosphore, créatinine...
La machine permet aussi de régler son débit, sa température et elle contrôle la quantité d'eau que tu dois perdre (ultrafiltration).
Enfin, elle surveille le bon déroulement de la séance.
DIALYSE PERITONEALE
Il existe plusieurs techniques de dialyse péritonéale
- La Dialyse Péritonéale Continue Ambulatoire ou DPCA :
Le liquide est changé 4 fois par jour.
Tes parents ou une infirmière t'aident pour ces changements car il faut les faire très proprement avec beaucoup de précautions.
l'épuration de ton sang se fait sans s'arrêter, tous les jours.
Tu n'as pas besoin de venir à l'hôpital et cela peut se faire à la maison.
- La Dialyse Péritonéale avec cycleur ou DP :
C'est une dialyse intermittente.
L e dialysat est changé très souvent (chaque heure) grâce à une machine (le cycleur) mais seulement pendant
quelques heures par jour.
Les séances peuvent se faire la nuit, soit toutes les nuits, soit 5 ou 6 nuits par semaine, cela dépend de la quantité d'urine que tu fabriques.
Avec cette technique, entre les séances, le ventre est vide et le drain est fermé par un petit bouchon.
Cette dialyse peut se faire à l'hôpital ou à la maison après avoir appris comment fonctionne la machine.
Médicaments les plus utilisés
Parsouci de clarté, chaque fois que cela était nécessaire, certains médicaments apparaissent avec leur nom commercial, nous avons alors cité l'ensemble des spécialités admises sur le marché.
LE REIN ET L'OS
Calcium : (CARBONATE DE CALCIUM dont il existe de nombreuses spécialités) Ce médicament a deux actions : il apporte du calcium qui est indispensable pour ton os, et il l'empêche le phosphore des aliments de pénétrer dasn ton sang.
Il faut toujours le prendre au moment des repas.
Vitamine D activée : 1,25(OH)2D3 - (UN ALPHA (OH)D3...) :
Elle est indispensable pour la croissance de tes os et pour maintenir le calcium dans le sang.
Le rein normal en fabrique.
Dans l'insuffisance rénale, elle est diminuée et il faut en donner par voie orale ou par voie veineuse.
LE REIN ET CERTAINS ALIMENTS
Les résines : (KAYEXALATE, CALCIUM SORBISTERIT...).
Elles ressemblent à du sable très fin, elle diminuent le potassium.
LE REIN ET LE COEUR (H.T.A.)
Les anti-hypertenseurs : Ils sont souvent nécessaires, ils diminuent la tension artérielle.
Il en existe différentes sortes selon leur mode d'action.
- les inhibiteurs de l'enzyme de conversion
- les dilatateurs des artères
- les ralentisseurs
LE REIN ET LE SANG
Erythropoïétine : (RECORMON, EPREX...)
C'est une hormone sécrétée par le rein et qui commande la fabrication des globules rouges dans la moëlle.
Il faut la donner en intraveineuse ou en sous-cutanée.
En général, on fait 3 injections par semaine.
La dose sera calculée selon la quantité de tes globules rouges que l'on surveille chaque semaine (ématocrite).
LE REIN ET LA CROISSANCE
L'hormone de croissance : quand il y a une insuffisance rénale, elle fonctionne moins bien et tu risques de grandir moins vite.
Si c'est ton cas, tu pourras avoir de l'hormone de croissance en médicament.
Elle se donne alors par piqûre sous-cutanée le soir.
Après la transplantation
TON NOUVEAU REIN ET TON ORGANISME
Les immunosuppresseurs
Ils diminuent le système de défebnse de ton organisme pour empêcher le rejet de ton rein après Tansplantation.
Il en existe plusieurs sortes qui bloquent le système de défense à des endroits différents, la cortisone, la ciclosporine, l'azathioprine, le sérum anti-lymphocytaire.
En général, il faut les associer pour être plus efficace.
La cortisone : elle se prend de préférence le matin au petit déjeuner.
A forte dose, elle peut avoir des effets secondaires :
mal à l'estomac, énervement, augmentation de l'appétit et diminution de la croissance ; elle peut te faire prendre du poids et elle peut te faire pousser les poils.
Mais ces inconvénients disparaissent à faible dose.
La CICLOSPORINE : (SANDIMMUN)
Elle se prend matin et soir.
Elle existe en sirop et en gélule.
La dose est adaptée à chacun en fonction de son taux dans le sang.
(prise de sang faite le matin avant de prendre ta CICLOSPORINE) S'il y en a trop c'est dangereux pour ton rein et çà peut faire monter la tension.
Elle peut avoir des effets secondaires (gonflement des gensives, pousse des poils).
certains médicaments peuvent la faire augmenter ou diminuer et il faut toujours le signaler à ton médecin
quand il te donne de nouveaux médicaments.
L'AZATHIOPRINE : (IMUREL) se donne en général le soir.
Le sérum anti-lymphocytaire : (Thymoglobuline, Lymphoglobuline) ou les anticorps monoclonaux (OKT3)
se donnent par voie intraveineuse pendant quelques jours au début de la greffe ou au moment des crises de rejet.
La transplantation rénale
Tu ne resteras pas toujours en dialyse.
Un jour, tu auras la chance d'être greffé avec un rein d'une autre personne qui pourra être :
- un adulte de ta famille (l'un de tes parents ou bien un frère ou une soeur s'ils sont majeurs)
- ou quelqu'un que tu ne connais pas et qui voulait donner son rein après sa mort.
Il se peut que tu sois greffé avant même d'avoir commencé à être dialysé !
L'équipe qui te soigne t'a inscrit pour cela sur une Liste de Transplantation
Pour t'inscrire, il faut connaître la carte d'identité de ton corps qui est très personnelle.
Cela s'appelle le groupage HLA (il se fait par une prise de sang).
Il permettra de trouver un rein dont la carte d'identité ressemble beaucoup à la tienne.
Ton médecin te téléphonera dès qu'il y aura un rein pour toi :
Vive le téléphone ! Il faudra donc vite venir à l'hôpital car avant de te greffer, il y aura des examens à te faire, en particulier le CROSS-MATCH pour vérifier que ce rein-là est le meilleur pour toi.
On va le placer dans ton ventre (en bas sur le côté)
Voilà où sera ton nouveau rein
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Le cancer du sein (Cancro da mama)
Conforter le diagnostic
Le cancer du sein le plus fréquent est un carcinome, c’est-à-dire un cancer né des tissus glandulaires.
Après examen de la tumeur, le pathologiste est capable de déterminer le type de cancer et surtout s'il est invasif c'est-à-dire s'il a dépassé les canaux galactophoriques.
Généralement, d’autres tests permettent au médecin d'affiner son diagnostic. Ce sont :
les tests récepteurs d'oestrogènes et de progestérone (tests hormonaux) : ces tests indiquent si le cancer a besoin d'hormones pour progresser. Dans l'hypothèse positive, il est probable qu'une hormonothérapie puisse être un traitement efficace, car elle prive les cellules cancéreuses des oestrogènes indispensables à leur croissance,
les radiographies,
les tests de laboratoires,
un examen des os, du foie ou des poumons car le cancer du sein peut éventuellement se propager dans ces régions du corps.
Avant de commencer tout traitement, il est indispensable de s'assurer que la prise en charge médicale est multidisciplinaire, faisant intervenir non seulement le chirurgien mais aussi l'oncologue médical, le radiothérapeute, le radiologue.
Les patientes disposent de toute façon d'environ 3 et 4 semaines entre le résultat de la biopsie et le début du traitement choisi.
Les traitements possibles
Les traitements sont soit locaux soit systémiques, soit les deux combinés :
les traitements locaux sont utilisés pour enlever ou détruire le cancer du sein dans une zone spécifique ; ce sont la chirurgie et la radiothérapie,
les traitements systémiques ont pour but de contrôler et détruire le cancer dans l'ensemble du corps ; il s'agit de la chimiothérapie, de hormonothérapie ou de l'immunothérapie. Ils sont donc utilisés soit pour diminuer une tumeur avant un traitement local, soit pour éviter une rechute, soit enfin pour traiter un cancer métastatique.
La chirurgie
La chirurgie est le traitement le plus utilisé pour soigner le cancer du sein. Il existe plusieurs interventions possibles :
la tumorectomie qui conserve le sein (elle retire juste la zone de la tumeur),
la mastectomie qui enlève tout le sein,
la mastectomie partielle,
l'extraction des ganglions situés sous les aisselles ou le curage ganglionnaire : ces interventions permettent de déterminer si les cellules cancéreuses ont pénétré le système lymphatique.
La radiothérapie
La radiothérapie utilise des rayons pour détruire les cellules cancéreuses. Un générateur oriente les rayons directement vers le sein. Il s'agit d'une radiothérapie externe.
Plus rarement, on place dans le sein des matières radioactives situées dans des tubes en plastique ; on parle alors de radiothérapie implantatoire ou de curiethérapie.
La radiothérapie intervient en complément de la chimiothérapie et de l'acte chirurgical, en particulier après une tumorectomie ou une mastectomie partielle. Les rayons ont pour but de détruire les cellules cancéreuses qui ont pu rester dans la zone traitée et diminuent le risque de récidive locale.
La chimiothérapie
La chimiothérapie utilise dans le traitement du cancer du sein des médicaments combinés (poly-chimiothérapie). Ces médicaments sont administrés par perfusion après la pose d'un site implantable. Ces médicaments entrent dans le système sanguin pour agir sur l'ensemble du corps. Ils ont pour rôle de prévenir l'apparition de métastases.
L'hormonothérapie
Ce traitement a pour but de priver les cellules cancéreuses des hormones sexuelles dont elles ont besoin pour se développer. Il s'agit le plus souvent de médicaments utilisés par voie orale. Les médicaments ont pour objectif de bloquer la formation d'hormones sexuelles naturellement secrétées par les ovaires. Parfois, une ablation des ovaires est préconisée ou on propose une "astration médicamenteuse" aux femmes non ménopausées .
L'immunothérapie
Certains médicaments sont aussi utilisés pour renforcer le système de défense de l'organisme contre le cancer du sein et pour ralentir la prolifération cancéreuse.
Il s'agit actuellement d'une voie de recherche.
Les différents stades de la maladie
Une femme victime d'un cancer du sein doit impérativement formuler toutes les questions qu'elle se pose à son médecin. Elle doit prendre une part active au processus de décision pour connaître ses alternatives de traitement.
Cependant, la décision thérapeutique dépend pour une large part de certains facteurs :
- l'âge,
- si la femme est ménopausée,
- l'état de santé général,
- la taille et la localisation de la tumeur,
- le stade de la maladie,
- les résultats des tests de laboratoire.
Les facteurs déterminants pour déterminer le choix du traitement le plus approprié sont :
le stade de la maladie qui tient compte de la taille de la tumeur, de l’atteinte ou non des ganglions et de l’éventuelle présence de métastases,
le degré de différenciation de la tumeur,
les récepteurs hormonaux,
l’âge.
On peut distinguer plusieurs stades de la maladie dont les options thérapeutiques sont différentes :
- le carcinome non invasif,
- le carcinome invasif de moins de 1 cm de grade 1,
- le carcinome invasif de plus de 1 cm ou de grade 2 ou 3,
- le cancer avec extension ganglionnaire,
- le cancer inflammatoire,
- le cancer métastatique.
L'option de participer à un essai thérapeutique doit toujours être considérée quel que soit le stade de la maladie, car il s'agit le plus souvent de bénéficier de nouveaux traitements.
Rastreio do cancro da mama
Os resultados do rastreio do cancro da mama têm sido encorajantes. Num estudo realizado, 20000 mulheres de 40 a 64 anos foram examinadas por médicos e realizaram mamografia (raios X). Dez anos após o início do estudo, a mortalidade para o cancro da mama entre as mulheres observadas foi reduzida em cerca de 25%, em comparação a um grupo equivalente de mulheres não observadas: houve 146 mortes devidas a cancro da mama no grupo objecto de rastreio e 191 mortes pela mesma causa num grupo não objecto de rastreio.
Cerca de um terço dos cancros da mama detectados por intermédio da mamografia encontravam-se em fase de evolução inicial.
A mamografia, ou radiografia da mama, consegue detectar o cancro da mama antes de se sentir qualquer caroço à palpação.
No procedimento que aqui se apresenta, coloca-se um seio de cada vez sobre uma chapa fotográfica para raio X e utiliza-se uma cobertura plástica para achatar o seio suavemente contra a placa.
Tiram-se normalmente duas ou três chapas, de ângulos diferentes
Se o cancro da mama for descoberto em fase inicial, as opções de tratamento são muito mais alargadas e com isso a taxa de sobrevivência. Uma deteção precoce exige uma examinação física pelo seu médico, um exame feito a si mesma e uma mamografia.
Mulheres entre os 20-29 anos, deveram fazer uma mamografia pelo menos a cada 3 anos.
Mulheres com mais de 40 anos, deveram fazer uma mamografia todos os anos.
Todas as mulheres deveram fazer um exame a si próprias todos os meses. Este exame deverá ser feito uma semana depois do ciclo menstrual ter começado. Se está na menopausa, escolha um dia do mês e faça o exame sempre no mesmo dia. Conheça o seu corpo, saiba como os seus seios sentem e qual o seu aspecto.
Se notar alterações, consulte o seu médico logo que possível.
Questão em relação à mamografia
Pergunta: Uma amiga minha fez uma mamografia que não apresentava sinais de cancro. Todavia, dois anos depois, o médico diagnosticou-lhe um cancro da mama. A mamografia é realmente digna de confiança?
Resposta: A mamografia não prevê o desenvolvimento do cancro, mas detecta com segurança um tumor no seio, desde que tenha atingido um determinado volume, e, frequentemente, antes que possa ser sentido por palpação. Um tumor que cresça rapidamente torna-se assinalável entre duas mamografias.
A descoberta de tumores depende em parte da frequência dos exames.
Le cancer du sein le plus fréquent est un carcinome, c’est-à-dire un cancer né des tissus glandulaires.
Après examen de la tumeur, le pathologiste est capable de déterminer le type de cancer et surtout s'il est invasif c'est-à-dire s'il a dépassé les canaux galactophoriques.
Généralement, d’autres tests permettent au médecin d'affiner son diagnostic. Ce sont :
les tests récepteurs d'oestrogènes et de progestérone (tests hormonaux) : ces tests indiquent si le cancer a besoin d'hormones pour progresser. Dans l'hypothèse positive, il est probable qu'une hormonothérapie puisse être un traitement efficace, car elle prive les cellules cancéreuses des oestrogènes indispensables à leur croissance,
les radiographies,
les tests de laboratoires,
un examen des os, du foie ou des poumons car le cancer du sein peut éventuellement se propager dans ces régions du corps.
Avant de commencer tout traitement, il est indispensable de s'assurer que la prise en charge médicale est multidisciplinaire, faisant intervenir non seulement le chirurgien mais aussi l'oncologue médical, le radiothérapeute, le radiologue.
Les patientes disposent de toute façon d'environ 3 et 4 semaines entre le résultat de la biopsie et le début du traitement choisi.
Les traitements possibles
Les traitements sont soit locaux soit systémiques, soit les deux combinés :
les traitements locaux sont utilisés pour enlever ou détruire le cancer du sein dans une zone spécifique ; ce sont la chirurgie et la radiothérapie,
les traitements systémiques ont pour but de contrôler et détruire le cancer dans l'ensemble du corps ; il s'agit de la chimiothérapie, de hormonothérapie ou de l'immunothérapie. Ils sont donc utilisés soit pour diminuer une tumeur avant un traitement local, soit pour éviter une rechute, soit enfin pour traiter un cancer métastatique.
La chirurgie
La chirurgie est le traitement le plus utilisé pour soigner le cancer du sein. Il existe plusieurs interventions possibles :
la tumorectomie qui conserve le sein (elle retire juste la zone de la tumeur),
la mastectomie qui enlève tout le sein,
la mastectomie partielle,
l'extraction des ganglions situés sous les aisselles ou le curage ganglionnaire : ces interventions permettent de déterminer si les cellules cancéreuses ont pénétré le système lymphatique.
La radiothérapie
La radiothérapie utilise des rayons pour détruire les cellules cancéreuses. Un générateur oriente les rayons directement vers le sein. Il s'agit d'une radiothérapie externe.
Plus rarement, on place dans le sein des matières radioactives situées dans des tubes en plastique ; on parle alors de radiothérapie implantatoire ou de curiethérapie.
La radiothérapie intervient en complément de la chimiothérapie et de l'acte chirurgical, en particulier après une tumorectomie ou une mastectomie partielle. Les rayons ont pour but de détruire les cellules cancéreuses qui ont pu rester dans la zone traitée et diminuent le risque de récidive locale.
La chimiothérapie
La chimiothérapie utilise dans le traitement du cancer du sein des médicaments combinés (poly-chimiothérapie). Ces médicaments sont administrés par perfusion après la pose d'un site implantable. Ces médicaments entrent dans le système sanguin pour agir sur l'ensemble du corps. Ils ont pour rôle de prévenir l'apparition de métastases.
L'hormonothérapie
Ce traitement a pour but de priver les cellules cancéreuses des hormones sexuelles dont elles ont besoin pour se développer. Il s'agit le plus souvent de médicaments utilisés par voie orale. Les médicaments ont pour objectif de bloquer la formation d'hormones sexuelles naturellement secrétées par les ovaires. Parfois, une ablation des ovaires est préconisée ou on propose une "astration médicamenteuse" aux femmes non ménopausées .
L'immunothérapie
Certains médicaments sont aussi utilisés pour renforcer le système de défense de l'organisme contre le cancer du sein et pour ralentir la prolifération cancéreuse.
Il s'agit actuellement d'une voie de recherche.
Les différents stades de la maladie
Une femme victime d'un cancer du sein doit impérativement formuler toutes les questions qu'elle se pose à son médecin. Elle doit prendre une part active au processus de décision pour connaître ses alternatives de traitement.
Cependant, la décision thérapeutique dépend pour une large part de certains facteurs :
- l'âge,
- si la femme est ménopausée,
- l'état de santé général,
- la taille et la localisation de la tumeur,
- le stade de la maladie,
- les résultats des tests de laboratoire.
Les facteurs déterminants pour déterminer le choix du traitement le plus approprié sont :
le stade de la maladie qui tient compte de la taille de la tumeur, de l’atteinte ou non des ganglions et de l’éventuelle présence de métastases,
le degré de différenciation de la tumeur,
les récepteurs hormonaux,
l’âge.
On peut distinguer plusieurs stades de la maladie dont les options thérapeutiques sont différentes :
- le carcinome non invasif,
- le carcinome invasif de moins de 1 cm de grade 1,
- le carcinome invasif de plus de 1 cm ou de grade 2 ou 3,
- le cancer avec extension ganglionnaire,
- le cancer inflammatoire,
- le cancer métastatique.
L'option de participer à un essai thérapeutique doit toujours être considérée quel que soit le stade de la maladie, car il s'agit le plus souvent de bénéficier de nouveaux traitements.
Rastreio do cancro da mama
Os resultados do rastreio do cancro da mama têm sido encorajantes. Num estudo realizado, 20000 mulheres de 40 a 64 anos foram examinadas por médicos e realizaram mamografia (raios X). Dez anos após o início do estudo, a mortalidade para o cancro da mama entre as mulheres observadas foi reduzida em cerca de 25%, em comparação a um grupo equivalente de mulheres não observadas: houve 146 mortes devidas a cancro da mama no grupo objecto de rastreio e 191 mortes pela mesma causa num grupo não objecto de rastreio.
Cerca de um terço dos cancros da mama detectados por intermédio da mamografia encontravam-se em fase de evolução inicial.
Mamografia
A mamografia, ou radiografia da mama, consegue detectar o cancro da mama antes de se sentir qualquer caroço à palpação.
No procedimento que aqui se apresenta, coloca-se um seio de cada vez sobre uma chapa fotográfica para raio X e utiliza-se uma cobertura plástica para achatar o seio suavemente contra a placa.
Tiram-se normalmente duas ou três chapas, de ângulos diferentes
Se o cancro da mama for descoberto em fase inicial, as opções de tratamento são muito mais alargadas e com isso a taxa de sobrevivência. Uma deteção precoce exige uma examinação física pelo seu médico, um exame feito a si mesma e uma mamografia.
Mulheres entre os 20-29 anos, deveram fazer uma mamografia pelo menos a cada 3 anos.
Mulheres com mais de 40 anos, deveram fazer uma mamografia todos os anos.
Todas as mulheres deveram fazer um exame a si próprias todos os meses. Este exame deverá ser feito uma semana depois do ciclo menstrual ter começado. Se está na menopausa, escolha um dia do mês e faça o exame sempre no mesmo dia. Conheça o seu corpo, saiba como os seus seios sentem e qual o seu aspecto.
Se notar alterações, consulte o seu médico logo que possível.
Questão em relação à mamografia
Pergunta: Uma amiga minha fez uma mamografia que não apresentava sinais de cancro. Todavia, dois anos depois, o médico diagnosticou-lhe um cancro da mama. A mamografia é realmente digna de confiança?
Resposta: A mamografia não prevê o desenvolvimento do cancro, mas detecta com segurança um tumor no seio, desde que tenha atingido um determinado volume, e, frequentemente, antes que possa ser sentido por palpação. Um tumor que cresça rapidamente torna-se assinalável entre duas mamografias.
A descoberta de tumores depende em parte da frequência dos exames.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Hoje vi a nova tabela de renumeração em Enfermagem, e estou muito triste, porque penso ao que chegou a enfermagem em Portugal, tratam-nos como como pessoas de segunda, nem me atrevo a dizer profissionais, os enfermeiros estão 24/24horas a cabeceira dos utentes e é assim que nos pagam.
Acho que já chega quando e que os sindicatos, a ordem ou mesmo enfermeiros anónimos vão a luta, sem a rua, ou estão tão preocupados com o umbigo que nada fazem?
Vamos a luta......
Acho que já chega quando e que os sindicatos, a ordem ou mesmo enfermeiros anónimos vão a luta, sem a rua, ou estão tão preocupados com o umbigo que nada fazem?
Vamos a luta......
domingo, 9 de agosto de 2009
Cuidados paliativos

Saiba o que são cuidados paliativos, a quem se destinam e onde são prestados.
Os cuidados paliativos constituem uma resposta organizada do Serviço Nacional de Saúde à necessidade de tratar, cuidar e apoiar activamente doentes na fase final da vida.
O que são cuidados paliativos?
São cuidados prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes.
Os cuidados paliativos são cuidados activos, coordenados e globais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo níveis de diferenciação.
Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, o que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas diferenciadas.
O que é a acção paliativa?
É preciso não confundir acção paliativa com cuidados paliativos.
A acção paliativa é qualquer medida terapêutica, sem intuito curativo, que visa minorar, em internamento ou no domicílio, as repercussões negativas da doença sobre o bem-estar geral do doente.
As acções paliativas fazem parte integrante da prática profissional, qualquer que seja a doença ou fase de evolução. Estas acções podem ser prestadas nos hospitais, centros de saúde e na rede de cuidados continuados, nomeadamente em situações de condição irreversível ou de doença crónica progressiva.
Quem são os destinatários dos cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos destinam-se a doentes que, cumulativamente, não têm perspectiva de tratamento curativo, com doença que progride rapidamente e cuja expectativa de vida é limitada, o seu sofrimento é intenso e têm problemas e necessidades de difícil resolução que exigem apoio específico, organizado e interdisciplinar.
Os cuidados paliativos não se destinam, por isso, a doentes em situação clínica aguda, em recuperação ou em convalescença ou, ainda, com incapacidades de longa duração, mesmo que se encontrem em situação de condição irreversível.
Que doenças requerem cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos não são determinados pelo diagnóstico das doenças, mas pela situação e pelas necessidades do doente.
No entanto, doenças como o cancro, a sida e doenças neurológicas graves e rapidamente progressivas implicam frequentemente a necessidade de cuidados paliativos.
Quando e durante quanto tempo os doentes podem beneficiar de cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos dirigem-se prioritariamente à fase final da vida, mas não se destinam, apenas, aos doentes agónicos. Muitos doentes necessitam de ser acompanhados durante semanas, meses ou, excepcionalmente, antes da morte.
Como é que são prestados os cuidados paliativos?
As unidades de cuidados paliativos podem prestar cuidados em regime de internamento ou domiciliário e abrangem um leque variado de situações, idades e doenças.
Os cuidados paliativos proporcionam aos doentes que vão morrer a possibilidade de receberem cuidados num ambiente apropriado, que promova a protecção da dignidade do doente incurável na fase final da vida.
Para saber mais, consulte:
Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - http://www.rncci.min-saude.pt/
Dor

Saiba o que é a dor e como combatê-la.
A dor é a segunda causa de internamento e o segundo sintoma mais frequente em doentes com Síndroma de Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
Todos os tipos de dor induzem sofrimento frequentemente intolerável, mas evitável, que se reflecte negativamente na qualidade de vida dos doentes. É possível, nos dias de hoje, aliviar o sofrimento dos doentes com dor crónica.
Desde 2001, ano em que foi concebido o Plano Nacional de Luta Contra a Dor, que existem ou estão a ser criadas Unidades de Dor em hospitais de todo o país. Informe-se junto do seu médico.
O controlo eficaz da dor é um direito dos doentes que dela padecem, um dever dos profissionais de saúde e um passo fundamental na efectiva humanização das unidades de saúde.
O que é a dor?
A dor é um fenómeno complexo e com variantes multidimensionais (biofisiológicas, bioquímicas, psicossociais, comportamentais e morais). São inúmeras as causas que podem influenciar a existência e a intensidade da dor no decurso do tempo, a primeira das quais é a que se identifica como presumível resultado duma agressão ou lesão.
A dor é um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados de saúde.
Independentemente da síndroma clínica que incorpora, a dor pode e deve ser tratada, com perspectivas de êxito proporcionais ao entendimento que dela temos e fazemos, à adequação e preparação científica dos serviços e profissionais de saúde envolvidos e ao manejo judicioso de todos os recursos, técnicos e humanos, disponíveis.
Dor aguda - É a dor de início recente e de duração provavelmente limitada. Normalmente há uma definição temporal e/ou causal para a dor aguda.
A dor peri-operatória – dor presente num doente cirúrgico, de qualquer idade, em regime de internamento ou ambulatório, causada por doença preexistente, devida à intervenção cirúrgica ou à conjugação de ambas – insere-se no conceito de dor aguda.
Dor crónica - É uma dor prolongada no tempo, normalmente com difícil identificação temporal e/ou causal, que causa sofrimento, podendo manifestar-se com várias características e gerar diversos estádios patológicos.
A actuação precoce na dor crónica pode evitar múltiplas intervenções e iatrogenias, promovendo mais facilmente o bem-estar do doente e o seu regresso a uma actividade produtiva normal.
A dor crónica exige uma abordagem multidisciplinar e a falência do tratamento tem, entre outras, consequências fisiológicas adversas.
Como se classifica a dor?
A dor pode ser classificada de diversas formas.
Classificação topográfica da dor
Focal
Radicular
Referida
Central
Classificação fisiopatológica da dor
Dor nociceptiva – devida a uma lesão tecidular contínua, estando o Sistema Nervoso central íntegro
Dor sem lesão tecidular activa – devida a compromisso neurológico (dor neuropática) ou de origem psicossocial (dor psicogénica)
Classificação temporal da dor
Aguda
Crónica
Recidivante
Como diagnosticar a dor?
O diagnóstico da dor é feito pelo médico, mas requer a ajuda do doente.
Além das metodologias de avaliação da intensidade da dor, existem meios complementares de diagnóstico que permitem identificar possíveis causas da dor, como, por exemplo, exames radiológicos, electrofisiológicos e laboratoriais.
Nem sempre a evidência clínica de uma lesão significa que esta cause dor. A não evidência de uma lesão não significa que a dor seja psicogénica.
O médico avaliará a dor em função de diversos factores, como por exemplo:
Queixa dolorosa ou reacção a eventuais intervenções;
Estado de ansiedade, depressão, alterações comportamentais e manifestações causadas ou modificadas pela medicação analgésica;
Estado de incapacidade;
Idade: as crianças e pessoas idosas têm maior dificuldade em verbalizar o que sentem, como sentem e onde sentem;
Doenças/patologias que o doente tem (nomeadamente reumáticas, oncológicas, respiratórias, etc.).
É possível medir a intensidade da dor?
Sim. Para a mensuração da intensidade da dor existem escalas validadas a nível internacional, designadamente a Escala Visual Analógica (convertida em escala numérica para efeitos de registo), a Escala Numérica, a Escala Qualitativa ou a Escala de Faces. A avaliação da intensidade da dor pode efectuar-se com recurso a qualquer destas escalas.
A intensidade da dor é sempre referida pelo doente, que tem de estar consciente e colaborar com o médico que está a fazer a avaliação. Se o doente não preencher aquelas condições, há outros métodos de avaliação específicos.
A escala que for utilizada na primeira vez que é feita a avaliação deverá ser utilizada nas vezes seguintes.
A dor provoca incapacidade?
Sim, a dor crónica pode provocar incapacidade, embora seja difícil avaliá-la, uma vez que, frequentemente, não é objectivável através de exames complementares.
Como é que se caracteriza um doente com dor crónica? O que causa a dor crónica?
O doente com dor crónica é multifacetado, com frequente morbilidade física e psíquica, podendo sofrer das mais variadas patologias, desde doenças reumáticas, neurológicas ou psiquiátricas, a doenças oncológicas.
Apesar de frequentemente pouco valorizada, excepto tratando-se de doença oncológica, a dor crónica também afecta as crianças.
Estima-se também que uma percentagem não negligenciável de pessoas idosas sofra de dor crónica. Isto porque a maioria dos idosos tende a encarar a dor como sendo normal na sua idade.
A maioria dos doentes com doença oncológica avançada sofre de dor crónica, a qual pode ser aliviada na quase totalidade dos casos (cuidados paliativos).
A dor é também a segunda maior causa de internamento e o segundo sintoma mais frequente em doentes com SIDA.
Como se trata a dor?
A dor aguda e a dor crónica, pelas suas características, são tratadas de forma diferente. Contudo, é possível aliviar o sofrimento dos doentes com dor crónica, a quem é reconhecido o direito de serem tratados em Unidades de Dor.
A terapêutica da dor divide-se em dois grandes grupos: a farmacologia (medicamentos) e a não farmacológica.
Técnicas farmacológicas
As técnicas farmacológicas mais conservadoras envolvem, fundamentalmente, a utilização de fármacos analgésicos e adjuvantes.
Os analgésicos podem ser opióides (morfina, por exemplo, e codeína) e não opióides (os anti-inflamatórios não esteróides e os antipiréticos, como o paracetamol e o metamizol).
Os fármacos adjuvantes, de enorme importância no controlo da dor crónica, são medicamentos que, não sendo verdadeiros analgésicos, contribuem para o alívio da dor, potenciando os analgésicos nos vários factores que podem agravar o quadro álgico. São exemplo, entre outros, os antidepressivos, os ansiolíticos, os anticonvulsivantes, os corticosteróides, os relaxantes musculares e os anti-histamínicos.
Existem também métodos farmacológicos invasivos, que envolvem a utilização de anestésicos locais e agentes neurolíticos para a execução de bloqueios nervosos, com a intenção de provocar interrupção da transmissão dolorosa.
São também considerados invasivos os métodos de administração de opióides, anestésicos locais e corticóides, por via espinhal.
Finalmente, existem também técnicas neurocirúgicas, sendo as mais conhecidas as neurectomias, as rizotomias, as drezotomias, as simpaticectomias, as cordotomias, as mielotomias e algumas técnicas de neuroestimulação (algumas das quais realizadas por via percutânea).
Técnicas não farmacológicas
Compreendem, entre outras, a reeducação do doente, a estimulação eléctrica transcutânea, as técnicas de relaxamento e biofeedback, a abordagem cognitivo-comportamental, as psicoterapias psicodinâmicas, as estratégias de coping e de redução do stress, os tratamentos pela medicina física (fisioterapia) e o exercício físico activo e passivo. Podem também ser usadas técnicas de terapia ocupacional e técnicas de reorientação ocupacional e vocacional.
É possível a autoajuda no controlo da dor?
Sim, é possível. A actuação e a intervenção dos profissionais de saúde que integram as equipas multidisciplinares são fundamentais nesta matéria, pois podem ensinar o doente a colaborar de forma esclarecida e adequada no controlo da dor.
O ensino dos doentes abrange as áreas seguintes:
Auto-avaliação da dor
O doente deve estar capacitado para ter em conta:
A localização da dor e da área ou áreas afectadas pela dor;
A identificação das limitações funcionais ou necessidades vitais afectadas, como o sono, repouso, exercício, alimentação, actividade sexual, actividades sociais ou outras;
A caracterização da dor quanto ao seu tipo, carácter e intensidade, através de escalas de avaliação;
A medicação que toma ou outras terapêuticas para a redução da dor e os resultados obtidos com as mesmas.
Formas de autocontrolo dos estímulos desencadeantes da dor e dos sintomas
Controlo de possíveis estímulos desencadeantes, como a mobilização, a compressão e a comunicação oral;
Controlo dos sintomas que podem diminuir a tolerância à dor relacionados com a própria doença e/ou com a medicação antálgica, como astenia, anorexia, náuseas e vómitos, obstipação, labilidade emocional e depressão.
Medicação antiálgica
Persuadir o doente a colaborar na implementação terapêutica e a cumpri-la;
Envolver os familiares no cumprimento das regras de administração dos medicamentos;
Desmistificar a utilização de opióides, particularmente da morfina;
Incutir no espírito do doente e dos familiares confiança na medicação, prevenindo expectativas irrealistas.
Auto-controlo da dor
Seja para diminuir a intensidade da dor ou o aumento da tolerância, as acções nesta área prendem-se, sobretudo, com o ensino de técnicas não farmacológicas de apoio, passíveis de serem realizadas pelo próprio doente. As técnicas de autocontrolo da dor podem ser de tipo comportamental e de tipo cognitivo.
Técnicas comportamentais
O relaxamento, pelos seus efeitos directos na tensão da musculatura – ao diminuir a hiperactividade muscular -, decresce, também, o agravamento e manutenção da dor;
Programação de actividades - ao diminuir progressivamente as actividades, aumenta a fixação nas sensações físicas e na exacerbação da dor, o que leva a sentimentos de desespero e perda da autonomia. O planeamento de actividades e o seu envolvimento promovem o sentimento de que é capaz e de que pode controlar a sua vida;
O registo da dor e de actividades – consiste no registo das tarefas que realiza e dos sentimentos e pensamentos associados à realização dessas tarefas, de acordo com uma tabela predefinida, a qual deverá incluir também o registo da intensidade da dor. Os dados registados serão analisados com o psicólogo e trabalhadas as cognições e os sentimentos inadequados.
Técnicas cognitivas
Distracção ou atenção dirigida – focar a atenção em algo que não seja a sua dor, como por exemplo ouvir música, ver televisão, ler. Este método pode reduzir a intensidade dolorosa ou aumentar a resistência à dor, tornando-a menos incómoda;
Estratégias de conforto - destinam-se a alterar as circunstâncias negativas relacionadas com a dor, reduzindo os seus efeitos nocivos. As mais utilizadas são a auto-instrução (auto-afirmações positivas perante pensamentos negativos); a testagem da realidade (procura de evidências empíricas para os seus pensamentos); a pesquisa de alternativas (procura de todas as alternativas possíveis e não apenas as negativas); e a descatastrofização;
Reestruturação cognitiva – vai além do debate lógico e do empírico. Consiste, também, no treino, ensaio e repetição de formas alternativas de discurso interno, de forma a conseguir substituir as cognições irracionais ou distorcidas associadas à dor por pensamentos mais relativistas, adaptados, funcionais e realistas.
Como se trata a dor aguda, nomeadamente peri-operatória ou pós-traumática?
Os avanços da fisiopatologia, da farmacologia dos analgésicos e das ciências da saúde em geral permitem que seja possível aliviar, na grande maioria dos casos, a dor no período peri-operatório ou resultante de traumatismos.
Normalmente, é definido, pelo médico anestesista, um plano integrado que abrange o tipo de cirurgia, a gravidade esperada de dor pós-operatória, as condições médicas subjacentes (como, por exemplo, a existência de doença respiratória ou cardíaca e alergias), a relação riscos/benefícios das técnicas disponíveis e as preferências e/ou experiências anteriores do doente relativamente à Dor.
No caso da dor peri-operatória, a técnica de controlo mais eficaz é a analgesia, seja administrada por métodos convencionais ou não convencionais (como a PCA – analgesia controlada pelo doente -, ou a epidural - analgesia espinhal), conjugada com a utilização de fármacos como os opióides e os anti-inflamatórios
terça-feira, 7 de julho de 2009
Quém não tem setress ???

Hoje em dia o stress acomete milhares de pessoas e não escolhe sexo, profissão, idade, escolaridade ou status social, entretanto poucos conhecem a fundo este “acompanhante” tão freqüente. A primeira notícia que pode surpreender algumas pessoas é que o stress não é uma doença e a segunda é que um pouco de stress é necessário para sobrevivência de todos nós.O stress é um processo que engloba a neuropsicofisiologia do ser humano. Isso quer dizer simplesmente, que há uma interação entre fatores neurológicos, fisiológicos e psicológicos. Ele é gerado por qualquer situação que afete o equilíbrio do organismo, gerando desconforto em algum desses fatores. Situações difíceis, que irrite, amedronte, ou até mesmo faça a pessoa imensamente feliz podem causar stress. (Lipp & Malagris,1995, Lipp & Malagris, 2001). Isso mesmo, situações como ganhar na loteria também podem deixar as pessoas com stress, pois causam mudanças no equilíbrio do organismo.Como disse anteriormente, o stress é um processo, e este processo é composto por fases, mais precisamente quatro. A primeira fase do stress, a fase de alerta, caracteriza-se pela preparação do organismo para a reação de luta e fuga, fundamental para a preservação da vida. Se o estressor persiste, inicia-se a fase de resistência, que se caracteriza pela tentativa do organismo adaptar-se, tendendo a procurar o equilíbrio interno. Caso não haja estratégias para lidar com o stress, o organismo exaure sua reserva de energia adaptativa e inicia-se a fase de quase-exaustão. A fase de exaustão vem seguida desta última, onde doenças mais sérias começam a aparecer e a pessoa não mais funciona adequadamente, geralmente não mais conseguindo trabalhar ou se concentrar. Há um aumento da exaustão psicológica em forma de depressão e exaustão física em forma de doenças, que podem culminar na morte do indivíduo (Lipp & Malagris, 2001).Muitas alterações fisiológicas e psicológicas podem ocorrer como decorrência do processo de stress. Estas alterações podem influenciar na vida social, profissional e familiar de um indivíduo, havendo necessidade do manejo do stress visando a qualidade de vida e o bem-estar físico e psicossocial. (Lipp, 2000) propõe quatro pilares que devem ser fortalecidos para um bom manejo do stress, objetivando proporcionar alterações no estilo de vida. São eles: alimentação, relaxamento, exercício físico e cuidados com os aspectos psicológicos através de terapia.
Stress em meio hospitalar

SITUAÇÕES INDUTORAS DE STRESS NO
TRABALHO DOS ENFERMEIROS EM AMBIENTE HOSPITALAR
Maria da Conceição de Almeida Martins *
INTRODUÇÃO
As situações indutoras de stress no trabalho dos profissionais de saúde, embora sejam, por muitos, reconhecidas, têm sido um pouco descuradas nos estudos de investigação realizados.
Sabe-se, porém, que os serviços de saúde, os hospitais em particular, constituem organizações bastante peculiares, concebidas quase exclusivamente em função das necessidades dos utentes. Dotados de sistemas técnicos organizacionais muito próprios , proporcionam aos seus trabalhadores, sejam eles técnicos de saúde ou não, condições de trabalho precárias, sendo, na maior parte das vezes, piores do que as verificadas na grande maioria dos restantes sectores de actividade.
Sabe-se, porém, que os serviços de saúde, os hospitais em particular, constituem organizações bastante peculiares, concebidas quase exclusivamente em função das necessidades dos utentes. Dotados de sistemas técnicos organizacionais muito próprios , proporcionam aos seus trabalhadores, sejam eles técnicos de saúde ou não, condições de trabalho precárias, sendo, na maior parte das vezes, piores do que as verificadas na grande maioria dos restantes sectores de actividade.
Assim sendo, o trabalho em ambiente hospitalar contribui não só para a ocorrência de acidentes de trabalho, como também para desencadear frequentes situações de stress e de fadiga física e mental.
Por estas e outras razões, consideramos de grande interesse proceder a uma abordagem dos factores de stress do ambiente de trabalho, particularmente a nível da Organização Hospitalar, e da sua relação com a saúde mental dos indivíduos. Isto, porque as circunstâncias indutoras de stress devem ser identificadas e analisadas adequadamente, para que seja possível uma intervenção eficaz, no sentido de as modificar ou de minimizar os seus efeitos negativos.
Antes, porém, de abordarmos algumas das situações de stress, mais comuns na profissão de enfermagem, consideramos de interesse referir algumas características e funções da Organização Hospitalar, bem como os aspectos técnicos e relacionais do trabalho dos profissionais de saúde, preconizada pela OMS no seu "Programa Saúde Para Todos No Ano 2000".
2. A ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR: CARACTERIZAÇÃO GERAL
2. A ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR: CARACTERIZAÇÃO GERAL
Uma organização é um sistema composto por actividades humanas aos mais diversos níveis, constituindo um conjunto complexo e multidimensional de personalidades, pequenos grupos, normas, valores e comportamentos, ou seja um sistema de actividades conscientes e coordenadas de um grupo de pessoas para atingir objectivos comuns. (Chiavenato,1995).
De acordo com o autor supracitado, a interdependência de uma organização e o seu meio envolvente é uma condicionante essencial, especialmente no caso das organizações de saúde, as quais estão sujeitas a numerosas e mutáveis influências, nomeadamente: Demográficas e de mobilidade; Económico-financeiras; Sociais e culturais; Legislativas; Tecnológicas e funcionais.
Verifica-se, assim, que as organizações hospitalares são sistemas complexos compostos por diversos departamentos e profissões, tornando-as sobretudo uma organização de pessoas confrontadas com situações emocionalmente intensas, tais como vida, doença e morte, as quais causam ansiedade e tensão física e mental.
Relativamente às funções da Organização Hospitalar, e sendo o Hospital uma organização formal e institucionalizada de prestação de serviços, a grande maioria dos autores colocam a tónica nos cuidados a prestar aos seus utentes.
Com efeito, nos últimos anos, muito se tem falado de "humanização hospitalar", verificando-se que os estudos desenvolvidos sobre esta temática têm como objectivo primordial a qualidade de serviços prestados a quem procura e necessita de cuidados hospitalares, ou seja, os seus utentes.
As condições de trabalho, a motivação e, em consequência, o bem-estar dos profissionais de saúde tem sido relegado para segundo plano, ou mesmo completamente descurado.
De salientar, que a própria Direcção Geral dos Hospitais (1992), embora se preocupe com as duas dimensões fundamentais do trabalho na organização hospitalar (o utente e o trabalhador da instituição), em relação à dimensão humana do técnico de saúde, esta não parece ser contemplada, interessando, sim, os aspectos técnicos, o saber e o saber fazer.
Sendo assim, o ser, o saber ser, o saber estar e sobretudo o bem-estar do técnico de saúde, e neste caso específico o dos enfermeiros, são aspectos que não parecem ser fonte de preocupação para os investigadores e mesmo para o sistema político.
3. A PROFISSÃO DE ENFERMAGEM E SUAS CARACTERÍSTICAS
3. A PROFISSÃO DE ENFERMAGEM E SUAS CARACTERÍSTICAS
Faremos aqui uma breve abordagem à profissão de enfermagem, por serem os enfermeiros, enquanto técnicos de saúde, que constituem a nossa preocupação, dado que somos enfermeiros e docentes na área da Enfermagem Médico-Cirúrgica. De referir que, quando mencionarmos este grupo profissional, utilizaremos o termo enfermeiros no mesmo sentido de enfermeiras.
A profissão de Enfermagem, desde as suas origens, está ligada à noção de "cuidar", noção esta que se refere à prestação de cuidados e que está relacionada também com a noção de sobrevivência das pessoas.
É de salientar, como marco de referência da profissão de enfermagem, a enfermeira Florence Nightingale, de origem inglesa que, na metade do século XIX, realizou trabalhos sobre higiene, saúde pública, direcção e administração hospitalar, sendo que, para ela, a acção de enfermagem tem como objectivo primordial: "Pôr o doente nas melhores condições para que a natureza possa actuar" (Ribeiro et al., 1996).
3.1- O CONCEITO DE ENFERMAGEM
A enfermagem, numa perspectiva recente, tem sido alvo de várias tentativas de definição, com o objectivo de poder articular, de forma clara, os papéis e funções do profissional de enfermagem.
Apesar da evolução das definições de Enfermagem, não existe, no entanto, uma só definição universalmente aceite.
Das definições clássicas de enfermagem, destacamos a definição formulada por Virginia Henderson (1966), que descreve a função da enfermagem como: "ajudar o indivíduo, saudável ou doente, na execução das actividades que contribuem para conservar a sua saúde ou a sua recuperação, de tal maneira, devendo desempenhar esta função no sentido de tornar o indivíduo o mais independente possível, ou seja, a alcançar a sua anterior independência".
Segundo esta perspectiva, o enfermeiro deve ajudar o doente na satisfação das sua necessidades, apelando para o autocuidado e, em caso algum, substituir a pessoa nas actividades que ela possa realizar por si. De salientar que o modelo de Henderson ainda hoje exerce enorme influência, tanto no contexto da disciplina de enfermagem, como no exercício da profissão.
A revisão da literatura, depois da definição postulada por Henderson, revela um grande número de tentativas para definir com maior exactidão a profissão de enfermagem, algumas das quais passamos a descrever.
Yura e Cols. (1976) definem a enfermagem do seguinte modo: "enfermagem é, no essencial, o encontro do enfermeiro com um doente e sua família, durante o qual o enfermeiro observa, ajuda, comunica, entende e ensina; além disso, contribui para a conservação de um estado óptimo de saúde e proporciona cuidados durante a doença até que o doente seja capaz de assumir a responsabilidade inerente à plena satisfação das suas necessidades básicas; por outro lado, quando é necessário, proporciona ao doente em estado terminal ajuda compreensiva e bondosa".
Para Boore (1981), a competência fundamental da enfermagem é ..."ajudar os indivíduos e grupos a funcionar de forma mais óptima, em qualquer estado de saúde em que se encontrem".
Ainda segundo este autor, a enfermagem inclui as funções de cuidar na saúde e na doença, na sua máxima extensão, desde a concepção até à morte. Este modelo contempla, assim, a importância dos factores psicossomáticos e psicossociais da vida, que afectam a saúde e a doença.
Neste sentido, o objectivo da enfermagem será, pois, a promoção, conservação e restabelecimento da saúde, dando especial atenção aos factores biológicos, psicológicos e sócio-culturais, e com absoluto respeito pelas necessidades e direitos da pessoa a quem se presta esse tipo de serviço (Brunner, 1983).
Salienta-se ainda que, ser Profissional de Enfermagem implica, além do conhecimento de uma série de técnicas e habilidades, a apreensão das necessidades psicológicas da pessoa saudável ou doente.
Para tal, o enfermeiro deve possuir uma elevada capacidade empática, no sentido de saber colocar-se no lugar do outro, estando, ao mesmo tempo, consciente de que a utilização de estratégias psicológicas, no ambiente hospitalar, resultam não só em benefício para a pessoa doente, mas também para si próprio (Zurriaga et al.,1995).
3.1.1- Principais Características do Trabalho dos Enfermeiros
Na instituição hospitalar, o trabalho dos técnicos de saúde desenvolve-se em unidades de cuidados organizadas segundo as várias especialidades médicas.
Neste contexto, os enfermeiros inseridos nessas unidades realizam o seu trabalho em equipas de 15, 20, 30 ou mais elementos, consoante as necessidades e o tipo de cuidados exigidos.
Em termos de espaço físico, a maioria das unidades de cuidados destinam aos enfermeiros um gabinete para o chefe, uma sala de trabalho, onde se realizam todas as actividades dos profissionais de enfermagem, exceptuando os cuidados directos ao doente. Como tal, os enfermeiros não possuem um espaço para reuniões de equipa, ou para alguns momentos de pausa.
No que se refere ao tipo de horário, os enfermeiros devem trabalhar 35 horas semanais distribuídas por turnos de 8 horas, que podem ser praticadas no período da manhã (das 8 às 16 horas), da tarde (das 16 às 24 horas) e da noite (das 24 às 8 horas). Na maioria da vezes o número de horas de trabalho pode ainda prolongar-se por diversos motivos, tais como excesso de actividades a realizar, tempo gasto na passagem de turno (a transmitir informação) atraso por parte dos colegas, ou ainda por situações inesperadas e urgentes relacionadas com os doentes.
Verifica-se, porém, que o acréscimo de horas de trabalho, fora do horário normal de serviço dos enfermeiros, não é objecto de qualquer compensação.
Do exposto, torna-se fácil compreender alguns dos constrangimentos vivenciados pelos enfermeiros, tanto no contexto do seu trabalho, como no exercício das suas funções. Tais constrangimentos reflectem-se sobretudo a nível dos sentimentos de identidade e autonomia.
Contudo, referem alguns autores, tal problema advém também da própria atitude destes profissionais de saúde, os quais têm permitido que o seu trabalho seja organizado para dar resposta prioritariamente às prescrições feitas a determinada doença, assim como às regras institucionais (Lopes, 1997).
No entanto, todos os enfermeiros sabem que têm uma forte razão social para existirem, pelo que ninguém pode conceber uma organização de saúde onde tais profissionais não estejam incluídos.
Mas, apesar disso, e muito embora se trate do maior grupo profissional do sector da saúde, não lhes é, por vezes, dada a oportunidade de participar nas decisões das suas políticas, seja a níveis mais elevados ou a níveis mais intermédios.
Para melhor compreendermos algumas das causas desta problemática, é importante referir que, devido à evolução técnica e ao conhecimento científico (desde o início do século XX), os enfermeiros passaram a acumular uma diversidade de papéis, tais como: o de gestor da unidade de cuidados, o de apoio à pessoa doente e, também, com um relevo especial, o de colaborador no trabalho do médico.
Segundo Lopes (1997), neste amplo conjunto de funções sempre foi concedido aos enfermeiros um certo "espaço de poder", tratando-se porém de um poder virtual, dado que havia sempre alguém a controlar tal poder, mesmo que de uma forma subjectiva. Por isso, os enfermeiros ocuparam sempre um papel essencial nas instituições hospitalares, mas ocupando sempre um lugar de retaguarda.
Deste modo, os profissionais de enfermagem se foram organizando e deixando que os organizassem, no sentido de que aceitariam o dever de cuidar das pessoas sem nunca exigirem o direito de determinar o modo como satisfariam tal dever. Como tal, sempre se esperou que os enfermeiros respondessem à obrigação de cuidar fosse em que circunstâncias fosse (Salvage, 1990).
Posto isto, os enfermeiros ocupam o seu tempo numa multiplicidade de tarefas e actividades polivalentes. No entanto, sabe-se que são constantemente dominados por uma sensação de ambivalência, por não estarem a realizar aquilo que lhes compete, devido à enorme quantidade de tarefas que obrigatória e quotidianamente devem executar em tempo útil.
Tal realidade, quando percebida, provoca sentimentos de irritação e de frustração nos enfermeiros, sentindo-se condicionados por factores do contexto que os levam a reagir à margem do seu ideal profissional e pessoal.
Perante isto, as tomadas de decisão na organização do trabalho dos enfermeiros devem ser em função das necessidades da pessoa e não de interesses pessoais, institucionais ou de outros técnicos, de normas ou rotinas. Para tal, impõe-se uma reestruturação no funcionamento dos serviços através de novas dinâmicas das relações interpessoais no trabalho, anulação e libertação de comportamentos estereotipados, definição de objectivos qualitativos, em síntese, uma filosofia, como cidadão e ser humano que é.
4. FACTORES ESPECÍFICOS DE STRESS NO TRABALHO
4. FACTORES ESPECÍFICOS DE STRESS NO TRABALHO
A realidade do trabalho do enfermeiro, como já foi referido, é bem diferente da dos restantes técnicos de saúde. O enfermeiro é um profissional de saúde que presta cuidados globais a um doente. Para além dos cuidados de higiene, de alimentação e outros, o enfermeiro dá apoio psicológico ao doente e família, administra medicação e monitoriza todos os sinais e sintomas inerentes à situação do doente, tendo ainda que ter em conta as suas carências sociais.
No desenvolvimento das suas actividades verificam-se, assim, uma polivalência que, no entanto, não é acompanhada de uma autonomia e diferenciação de funções bem definidas, o que leva a conflitos e ambiguidade de papel.
Por outro lado, o trabalho de enfermagem é extremamente desgastante, não só pelos aspectos apontados, mas também devido às exigências relativas à pratica de horários rígidos e ao trabalho por turnos.
Assim, torna-se fácil compreender a problemática da profissão de enfermagem, da qual se diz ser de uma submissão consentida, que se vê confrontada com situações difíceis e perante as quais não pode deter-se a pensar em relações de poder, de autonomia e de status, devendo, antes, agir.
Por isso, o trabalho dos enfermeiros, em ambiente hospitalar, é um tipo de trabalho desenvolvido em circunstâncias altamente stressantes, as quais podem levar a problemas como:
Desmotivação; Insatisfação profissional; Absentismo; Rotação e tendência a abandonar a profissão.
4.1. O CONCEITO DE STRESSOR
Antes de referimos alguns dos factores específicos de stress no trabalho dos enfermeiros, consideramos necessário clarificar o conceito de stressor (fonte, situação, circunstância ou acontecimento indutor de experiências de stress).
Segundo a teoria transaccional, a condição de stressor depende do tipo de avaliação que a pessoa faz da situação, da sua vulnerabilidade à mesma, ou seja, das suas características individuais e das estratégias de coping (Lazarus, 1991, 1993).
No entanto, tendo em conta as condições de trabalho e o bem-estar da pessoa, torna-se necessário identificar elementos do contexto em cuja presença o indivíduo pode desenvolver experiências de stress e vivenciar as consequências negativas do mesmo.
Ivancevich e Matteson (1980), citados por Peiró (1993), propõem quatro categorias de stressores: Do ambiente físico; De nível individual (desempenho de papel e desenvolvimento da carreira); De nível grupal (relações interpessoais e pressões de grupo); De nível organizacional.
Ivancevich e Matteson (1980), citados por Peiró (1993), propõem quatro categorias de stressores: Do ambiente físico; De nível individual (desempenho de papel e desenvolvimento da carreira); De nível grupal (relações interpessoais e pressões de grupo); De nível organizacional.
Referiremos, neste artigo, algumas situações indutoras de stress em ambiente hospitalar, e a sua relação com o bem-estar psicológico, utilizando, para o efeito, os termos stressor, factores, fonte, situação e circunstância indutora ou desencadeadora de stress, no mesmo sentido.
O tipo de trabalho
O trabalho por turnos
O trabalho por turnos é uma prática frequente e necessária a nível de várias organizações, nomeadamente nas instituições hospitalares. Trata-se de um tipo de horário de trabalho que afecta consideravelmente os técnicos de saúde.
O tipo de trabalho
O trabalho por turnos
O trabalho por turnos é uma prática frequente e necessária a nível de várias organizações, nomeadamente nas instituições hospitalares. Trata-se de um tipo de horário de trabalho que afecta consideravelmente os técnicos de saúde.
Estudos realizados têm demonstrado que os trabalhadores que praticam este tipo de horário apresentam, com maior frequência, queixas de fadiga crónica e alterações gastrointestinais que os trabalhadores que têm um horário normal. As influências são tanto biológicas como emocionais, devido às alterações dos ritmos circadianos, do ciclo sono-vigília, do sistema termoregulador e do ritmo de excreção de adrenalina.
Para alguns autores, os efeitos deste stressor podem ser minimizados utilizando as estratégias seguintes: recuperação adequada dos déficits de sono e reservar e planear algum tempo para a vida familiar e social (Peiró, 1993).
Sobrecarga de trabalho
O excesso de trabalho, quer em termos quantitativos como qualitativos, é uma fonte frequente de stress. Por sobrecarga quantitativa entende-se o excesso de actividades a realizar, num determinado período de tempo. A sobrecarga qualitativa refere-se a excessivas exigências em relação com as competências, conhecimentos e habilidades do trabalhador (Peiró,1993). Por outro lado, considera o autor, o trabalho demasiado leve pode resultar também num importante stressor.
Também a atribuição de poucas tarefas durante o dia ou a atribuição de tarefas muito simples, rotineiras e aborrecidas, em relação às habilidades e destreza do trabalhador, podem ser causa de stress no trabalho.
Têm-se constatado relações significativas entre a sobrecarga de trabalho, desenvolvimento de ansiedade, diminuição da satisfação do trabalho e comportamentos nefastos para a saúde como, por exemplo, aumento do consumo de tabaco (Peiró,1993).
4.1.2- O conteúdo do trabalho
Nos estudos sobre o conteúdo do trabalho, a motivação intrínseca do mesmo, o desenho das tarefas e de postos de trabalho, e a própria acção humana no trabalho relacionada com as tarefas, têm sido identificadas uma série de características inerentes às actividades do trabalho que, se estiverem presentes de forma adequada, representam um importante potencial motivador e podem contribuir para o bem-estar psicológico dos trabalhadores. Porém, se estiverem inadequadamente representadas (quer seja por excesso ou por defeito), podem constituir uma fonte importante de stress. Dessas características, referiremos, apenas, aquelas que consideramos de especial interesse para o presente artigo.
Oportunidade para o controlo
Trata-se de um aspecto que pode produzir stress ou, pelo contrário, bem-estar psicológico, na medida em que o ambiente de trabalho permita ao indivíduo controlar as actividades e realizar as tarefas.
Para compreender melhor esta característica do trabalho, convém distinguir entre o controlo intrínseco do extrínseco. O primeiro refere-se à influência que o sujeito tem sobre o conteúdo do seu próprio trabalho (planificação e determinação dos procedimentos a utilizar). O segundo faz referência a aspectos do ambiente de trabalho (salários, horários, políticas da organização, benefícios sociais etc.), (Santos, A., 1988; Peiró, 1993).
Oportunidade para o uso de habilidades
Outra característica de relevo para o bem estar psicológico ou, pelo contrário, para o desenvolvimento de stress no trabalho é a oportunidade que o contexto sócio-profissional oferece ao indivíduo, para utilizar e desenvolver as próprias habilidades. Se estas oportunidades forem demasiado escassas ou, pelo contrário, excessivas, podem converter-se numa fonte de stress (Santos, A., 1988; Peiró, 1993).
4.1.3- O desempenho de papel
Uma das experiências mais frequentes de stress no trabalho é a que se origina pelo desempenho de papeis na organização. Um grande número de estudos avaliam o stress de papel, através de duas componentes: o conflito de papel e a ambiguidade de papel, e consideram como situações indutoras de stress algumas características do contexto social e organizacional que incidem sobre ele.
Conflito e ambiguidade de papel
Segundo Peiró et al (1992), o termo "papel" pode ser definido como o conjunto de expectativas e solicitações sobre os comportamentos que se esperam da pessoa que ocupa uma determinada posição (pessoa focal).
Essas expectativas e solicitações são emitidas pelos membros do conjunto de papel, que inclui todas as pessoas e/ou grupos que são afectados de alguma maneira pelo comportamento da pessoa focal e que têm, ou pretendem ter, capacidade de exercer influências sobre o comportamento daquela, emitindo expectativas e solicitações para isso.
Quando os membros do conjunto de papel enviam à pessoa focal exigências e expectativas incompatíveis entre si, pode produzir-se uma situação indutora de stress, ou seja, o conflito de papel. Quando as expectativas e solicitações são emitidas com insuficiente informação pode produzir-se uma outra situação indutora de stress, a ambiguidade de papel. Uma vez avaliadas e constatadas, por parte do sujeito, as dificuldades ou a impossibilidade de enfrentar adequadamente essas situações surgem as experiências subjectivas de stress de papel.
São exemplos de situações indutoras de stress de papel: As discrepâncias entre a prioridade das tarefas a realizar e os objectivos; A sobrecarga de papeis quantitativa ou qualitativa, por acumulação de funções e solicitações provenientes de um ou de vários papeis que a pessoa tem de desempenhar; O grau de autonomia e a delimitação de objectivos; O "feedback" recebido dos colegas de trabalho e a participação na tomada de decisões.
O conflito de papel apresenta relações significativas e positivas com a tensão no trabalho, ansiedade, depressão relacionada com o trabalho, sintomas neuróticos, queixas somáticas (fadiga, insónias), obesidade e doenças coronárias. Apresenta também relações negativamente significativas com a satisfação do trabalho, a motivação para o trabalho, o desempenho e compromisso organizacional, a participação e a auto-estima (Peiró e Salvador, 1993).
4.1.4- As relações interpessoais e grupais
As relações interpessoais e grupais são habitualmente valorizadas de forma positiva. Diversos teóricos da motivação têm assinalado que a afiliação é um dos motivos básicos do ser humano.
Sendo assim, os ambientes de trabalho que promovem o contacto entre as pessoas parecem ser mais benéficos que aqueles que o impedem ou dificultam.
Com efeito, as oportunidades de relação com os outros no trabalho é uma variável que aparece positivamente relacionada com a satisfação do trabalho, e negativamente com a tensão e a ansiedade (Gardell, 1971). Isto não significa que as relações interpessoais no trabalho resultem sempre positivas. Por vezes, podem converter-se em severos e importantes stressores.
Tipos de relações
A qualidade das relações interpessoais é um aspecto de grande importância no ambiente de trabalho. Como nos refere Cooper (1973), umas boas relações entre os membros do grupo de trabalho são um factor central da saúde individual e organizacional.
Porém, as relações ambíguas, pautadas pela desconfiança, pouco cooperativas e predominantemente destrutivas, podem originar elevados níveis de tensão e de stress entre os membros de um grupo de trabalho.
Um estudo realizado por Henderson e Argyle (1985), sobre o tipo de relações no trabalho, revelou que os indivíduos que diziam ter pelo menos um colega de trabalho seu amigo, dentro e fora do contexto do trabalho, apresentavam significativamente menos experiências de stress.
Relações com os superiores
No mundo do trabalho, o superior hierárquico, chefe ou director, é um ponto de referência importante para a maior parte das pessoas e pode ser uma das fontes de recompensas ou de sanções. Assim, as relações com o superior imediato podem contribuir para a satisfação do trabalho e bem-estar psicológico ou, pelo contrário, ser fonte de stress e de tensão.
Segundo McLean (1979), um tratamento pautado pela desconsideração e os favoritismos, por parte do superior, relacionam-se positivamente com a tensão e a pressão no trabalho. Além disso, uma liderança muito estreita e demasiado rígida sobre o trabalho dos subordinados também pode resultar em stress.
Relações com os colegas
As relações entre colegas podem ser uma fonte potencial de stress e ser altamente nocivas para a saúde mental. No entanto, se forem pautadas pela compreensão, tolerância e espírito de auto-ajuda, tais relações podem ser muito gratificantes e contribuir, significativamente, para um bom ambiente de trabalho.
Beehr (1981) aponta como principais factores de stress nas relações interpessoais entre os membros de um grupo numa organização a competição e rivalidade, a falta de apoio em situações difíceis e a falta de relações entre iguais.
d) Relações com os utentes
Estudos realizados sobre stress em profissionais prestadores de serviços (enfermeiros, assistentes sociais, médicos e outros) têm demonstrado que o trabalho com pessoas e as relações com elas, especialmente se estas apresentam problemas pessoais e familiares (doentes, pessoas com problemas sociais, marginalizados, etc.), pode levar a experiências de stress.
De facto, têm sido feitas diversas investigações com o objectivo de esclarecer os processos pelos quais os profissionais que prestam serviços e ajuda a outras pessoas começam a manifestar sentimentos de despersonalização, esgotamento emocional, frieza, indiferença e rejeição emocional perante essas pessoas. Estas e outras manifestações de natureza psicológica, comportamental e psicossomática, têm sido caracterizadas como "síndrome de burnout" ou de "estar queimado" (Leiter e Meechan, 1986).
e) Relações grupais
Nas relações de grupo são considerados como principais stressores: A falta de coesão; As pressões de grupo; O clima grupal e os conflitos de grupo.
Embora se reconheça que a falta de coesão nos grupos pode constituir uma fonte importante de stress, apenas existe evidência empírica do stress gerado pela excessiva ou escassa coesão de um grupo e suas consequências (por exemplo, em condições de trabalho de risco ou perigo, a coesão pode representar um forte apoio emocional e instrumental) (Peiró, 1993).
No que respeita às pressões de grupo, estas podem resultar em experiências de stress, às pressões exercidas pelo grupo para que os membros se acomodem às normas e expectativas do mesmo. Tais pressões podem resultar em fonte de stress se com elas se pretender reduzir, modificar ou anular, valores e crenças relevantes para o indivíduo, levando a várias alterações psicológicas e comportamentais (Laing, 1971).
O clima de uma equipa ou grupo de trabalho é também considerado um stressor importante para os seus membros.
O termo "clima de grupo" (ou de equipa) refere-se ao ambiente interno existente entre os membros dos grupos nas organizações e, está intimamente relacionado com o grau de motivação dos indivíduos (Chiavenato, 1995).
Segundo este autor, quando existe uma elevada motivação entre os membros de um grupo, o clima do grupo de trabalho traduz-se por relações gratificantes de satisfação, interesse e colaboração e, pelo contrário, uma fraca motivação entre os membros (por frustrações ou por impedimento à satisfação das suas necessidades) reflecte-se no clima de grupo dando origem a problemas emocionais, que se manifestam por: depressão, desinteresse, apatia e insatisfação, podendo, em casos extremos, chegar a estados de agressividade.
4.1.5- O desenvolvimento da carreira
De maneira geral, os diferentes postos de trabalho estão associados a determinados tipos de responsabilidades, recompensas e oportunidades.
Por isso, as pessoas aspiram alcançar certas posições e progredirem na sua carreira, na medida em o seu contexto profissional lhes der oportunidades para tal. Sendo assim, a carreira profissional de um indivíduo pode converter-se numa fonte de preocupações em alguns aspectos como, por exemplo: a segurança ou estabilidade do posto de trabalho, o excessivo ou insuficiente progresso e as mudanças imprevistas e/ou não desejadas.
Estes e outros aspectos podem levar a situações indutoras de stress e tensão no trabalho. De forma breve, faremos referência a alguns deles e à sua relação com o bem-estar psicológico dos indivíduos nas organizações.
a) Insegurança no trabalho
Hartley et al. (1991) consideram a insegurança no trabalho como um fenómeno objectivo/subjectivo, de qualidade cognitiva/afectiva, e relacionada com a continuidade do trabalho ou com algumas das suas características.
Nesta perspectiva, a insegurança no trabalho pode ser definida como: a interacção entre a probabilidade e a gravidade percebida de perder o emprego, sendo que a gravidade é uma função da importância subjectiva de cada uma das características situacionais e individuais que poderá ser prejudicada pela perda do trabalho e pela probabilidade percebida de o perder (Hartley et al., 1991).
A revisão da literatura menciona algumas consequências negativas desta situação, tais como: Relação negativa com a satisfação do trabalho; Satisfação e compromisso com a organização, e relações positivas com a ansiedade, depressão e irritação; Deterioração da saúde mental;
Queixas somáticas e respostas emocionais negativas como, por exemplo, nervosismo, medo, angústia e tristeza.
Além disso, alguns estudos revelam ainda que esta situação pode contribuir para incrementar outras fontes de stress. Isto porque, em situações de insegurança no trabalho (por exemplo, o trabalho com contrato a termo certo), as pessoas estão mais predispostas a aceitar sobrecarga de trabalho ou condições de trabalho menos adequadas, que podem acrescentar novas experiências de stress às já produzidas pela insegurança no trabalho (Hartley et al., 1991; Peiró, 1993).
b) Transições de carreira
Uma transição de carreira pode ser uma mudança de posto de trabalho, de nível hierárquico ou da organização onde se trabalha, e pode constituir fonte de stress, dependendo do seu grau de importância para o indivíduo. As promoções, por exemplo, podem conduzir a experiências de stress quando não correspondem às expectativas ou aptidões da pessoa.
O desenvolvimento da carreira resulta das aspirações e dos comportamentos das pessoas em interacção com o meio ambiente. Por isso, os níveis e momentos de promoção, por vezes, não coincidem com as preferências ou pretensões da pessoa. No entanto, mesmo assim, algumas pessoas aceitam a promoção atribuída, devido à sua incerteza quanto a oportunidades futuras (Peiró, 1990; Peiró, 1993).
Em alguns casos, o nível de promoção é inferior às expectativas e aptidões do indivíduo ("infra-promoção"). A frustração resultante desta situação, pode levar a alterações do humor, relações interpessoais pobres e insatisfação no trabalho (Levinson, 1978).
Neste aspecto, o autor considera, como situação indutora de stress, a demora ou estagnação que se verifica nas promoções dos indivíduos de meia-idade que ocupam cargos de poder nas organizações. Tais indivíduos desenvolvem experiências de stress que se manifestam por tensões, conflitos, ansiedade, insatisfação e medo relacionado com o seu estatuto profissional, ao perceberem que estão na recta final da sua carreira e que, a qualquer momento, podem ser substituídos por pessoas mais jovens e com maior preparação (Levinson, 1978).
Algumas investigações revelam também os efeitos da discrepância entre a posição ocupada e o nível de competência do indivíduo. Um exemplo desta situação indutora de stress é o caso dos dirigentes que, sendo promovidos a uma posição superior às suas capacidades e competências, passam a trabalhar em excesso (sobrecarga de trabalho) para ocultar a sua insegurança e falta de preparação (McMurray,1973).
Do exposto, parece ser fácil concluir que o desempenho de papéis, as relações interpessoais e o desenvolvimento da carreira são três realidades importantes no contexto sócio-profissional, que podem gerar satisfação do trabalho e realização pessoal mas que, frequentemente, podem ser também fonte de stress mais ou menos permanente e mais ou menos grave e intenso, dependendo das características individuais e situacionais.
4.1.6- As novas tecnologias
O termo novas tecnologias surgiu da dificuldade em estabelecer uma definição de tecnologia e, em termos de equipamento, refere-se fundamentalmente à electrónica e à informática (Gomes,1998).
Alguns estudos revelam que a introdução e implementação de novas tecnologias nas organizações, têm contribuído para o aparecimento de situações indutoras de stress, as quais podem produzir experiências de stress negativas e altamente nocivas para a saúde mental e bem-estar psicológico. Contudo, a necessidade de novos conhecimentos e competências requer mudanças que podem constituir também situações indutoras de stress.
Vários autores referem que a adaptação à mudança produzida pelas novas tecnologias é uma das situações indutoras de stress no trabalho. No caso concreto dos computadores, ainda que a sua introdução no trabalho possa reduzir o stress do mesmo, a adaptação das pessoas ao novo sistema pode resultar em experiências de stress acrescentadas.
Vários autores referem que as novas tecnologias podem proporcionar uma série de benefícios e inconvenientes, que incidem no trabalho e nas relações interpessoais e grupais.
4.1.7- Aspectos organizacionais
As organizações, como sistemas sociais que são, apresentam uma série de características globais que não podem reduzir-se à mera soma dos seus componentes, quer sejam papéis, pessoas ou postos de trabalho. Essas características gestálticas da organização são uma parte essencial do contexto organizacional em que as pessoas trabalham e interactuam, tendo em vista a satisfação das suas necessidades e o êxito dos objectivos da própria organização. Sabe-se, no entanto, que as organizações podem representar fontes de stress para os seus membros.
a) Estrutura organizacional
a) Estrutura organizacional
Numa organização, a estrutura reporta-se à forma como se dispõem os diferentes órgãos e níveis hierárquicos, as suas ligações e relações de interdependência, o seu funcionamento e formas de coordenação de esforços, com vista a cumprir os objectivos.
Alguns estudos referem que a centralização da organização na tomada de decisões demonstra relações positivas com a alienação dos trabalhadores, e negativas com a satisfação. Também se têm encontrado relações negativas entre a complexidade vertical (muitos níveis hierárquicos) e a satisfação do trabalho.
Por outro lado, o nível hierárquico da posição de um trabalhador apresenta uma relação positiva com a satisfação geral, e as posições de "staff" podem apresentar níveis mais baixos de satisfação, maior rotação e absentismo. A formalização de tarefas e procedimentos apresenta uma relação negativa com a satisfação, uma vez que os profissionais a entendem como uma ameaça para a sua autonomia (Peiró, 1993).
De acordo com Parreira (1988), os problemas de stress, gerados a partir das características organizacionais, que têm merecido maior atenção por parte da psicossociologia são: o alcoolismo, as perturbações afectivas (elevados índices de ansiedade), a fadiga excessiva e a repetição de acidentes em vários grupos profissionais.
b) Clima organizacional
b) Clima organizacional
O termo "clima organizacional" refere-se especificamente às características motivacionais do ambiente organizacional, ou seja, aos aspectos da organização que produzem diferentes espécies de motivação nos seus membros.
Nesta perspectiva , o clima organizacional é favorável quando proporciona satisfação das necessidades pessoais e eleva a auto-estima, e é desfavorável quando proporciona a frustração daquelas necessidades. Além disso, o clima organizacional influencia o estado motivacional dos indivíduos e é por ele influenciado (Chiavenato, 1995).
Vários autores têm assinalado a falta de participação como o predictor mais consistente de tensão e stress relacionados com o trabalho. A falta de participação está relacionada com os seguintes factores de risco para a saúde: Consumo de álcool "como forma de escape"; Ânimo deprimido; Baixa auto-estima; Satisfação geral e satisfação com o trabalho fracas; Diminuição da motivação; Intenção de abandonar o trabalho e absentismo (Irving et al, 1986).
Tem-se verificado, também, uma relação positiva entre problemas de stress no trabalho, uma liderança rígida e falta de autonomia no trabalho.
c) Cultura organizacional
c) Cultura organizacional
Foi sobretudo a partir dos finais da década de setenta que se verificou o interesse pelo estudo da cultura organizacional. Tal interesse derivou da tomada de consciência por parte de vários investigadores, da importância dos factores culturais nas práticas de gestão dos recursos humanos e da crença no facto de a cultura constituir um factor de diferenciação das organizações bem sucedidas das menos bem sucedidas (Ferreira et al., 1997).
Porém, o termo cultura organizacional assume diferentes significados para diferentes autores, não existindo, por isso, consenso quanto à sua definição.
Evaristo Fernandes (1995), procedeu a uma análise de vários estudos, após a qual foi levado a concluir que, em termos gerais, a cultura pode definir-se como um conjunto complexo de conhecimentos, normas, leis, artes, costumes, tradições, hábitos e aptidões, que os homens adquiriram e sobretudo desenvolveram na sociedade onde se inseriram, a fim de obterem melhor compreensão, estabilidade, organização, convivência e dinamismo.
Para Fachada (1991), a cultura organizacional é o modo de vida dentro das organizações, ou seja, o conjunto de valores e de crenças que orienta a interacção e o relacionamento das pessoas dentro da organização. Segundo este autor, a cultura só tem verdadeiramente interesse na medida em que corresponde à expectativa dos indivíduos e contribui para a resolução de problemas da organização.
Assim, os indivíduos só se envolvem totalmente na organização, nos seus objectivos, se o seu sistema de valores e a percepção do seu próprio sucesso se enquadra no sistema de valores da organização, na sua cultura.
Como tal, um dos aspectos directamente relacionado com a cultura organizacional é a motivação humana, assim como a satisfação do trabalho dela decorrente. Por outro lado, entre outros aspectos, a cultura exerce uma enorme influência no desenvolvimento das relações interpessoais, dentro das organizações.
Posto isto, e de acordo com Evaristo Fernandes (1995), para obter um são equilíbrio, a organização deverá promover um bom clima de trabalho e ter como objectivo fundamental a realidade biológica e sociopsicológica dos indivíduos e não constituir agente de alienação dos mesmos.
4.2 - ALGUNS ESTUDOS DE STRESS NO TRABALHO REALIZADOS EM ENFERMEIROS E OUTROS TÉCNICOS DE SAÚDE
Embora não sejam muito conhecidas investigações feitas sobre a temática em questão, passaremos a mencionar aqui algumas, a que tivemos acesso através da revisão crítica da literatura. De salientar que as fontes de stress ocupacional mais estudadas nos técnicos de saúde referem-se aos factores de trabalho e sua interacção na pessoa do profissional de saúde.
4.2 - ALGUNS ESTUDOS DE STRESS NO TRABALHO REALIZADOS EM ENFERMEIROS E OUTROS TÉCNICOS DE SAÚDE
Embora não sejam muito conhecidas investigações feitas sobre a temática em questão, passaremos a mencionar aqui algumas, a que tivemos acesso através da revisão crítica da literatura. De salientar que as fontes de stress ocupacional mais estudadas nos técnicos de saúde referem-se aos factores de trabalho e sua interacção na pessoa do profissional de saúde.
Diversos autores têm identificado agentes específicos de stress relacionados com reacções adversas ao trabalho em ambiente hospitalar, nomeadamente: A sobrecarga de trabalho (física e mental); Insegurança do trabalho e inadequação das capacidades do indivíduo ao trabalho; Ambiguidade de papéis; Trabalhar em domínios desconhecidos, servir uma população que vive ansiedade e medo; Não participação nas decisões ou planeamento; Responsabilidade por outras pessoas e sub-aproveitamento das suas capacidades; Recursos inadequados; Ambições não satisfeitas, Conflito Interpessoal e Mudanças tecnológicas, entre outros aspectos (Calhoun,1980; Greenberg, 1987).
Com a finalidade de proceder a uma análise dos problemas de saúde ocupacional dos profissionais de saúde finlandeses, através de uma revisão da literatura, Leppanen e Olkinuora (1987), apontados por Mcintyre (1994), mencionaram que, a maior parte dos enfermeiros consideravam o seu trabalho compensador no que diz respeito a: Proporcionar serviços com significado, serem capazes de utilizar e desenvolver as suas capacidades profissionais e possuírem desafios profissionais. Porém, segundo os mesmos autores, o desafio foi considerado, por cerca de metade dos enfermeiros, como fonte de stress, pelo facto de sentirem falta de preparação, particularmente no que se refere a habilidades psicológicas. A sobrecarga horária e as situações inesperadas e urgentes são também referidas pelos enfermeiros como fontes de stress de grande relevo, no seu trabalho (Mcintyre, 1994).
Também Gray-Toft e Anderson (1981), citados por Mcintyre (1994), realizaram um estudo de stress em enfermeiros, no qual identificaram como principais situações indutoras de stress; A sobrecarga de trabalho e o facto de se sentirem insuficientemente preparados para lidar com exigências emocionais dos doentes e suas famílias. Os autores apontam como causas de sobrecarga de trabalho stressores de ordem organizacional, como conflito e ambiguidade de papel, e o nível de responsabilidade. Muitas vezes, a responsabilidade não é acompanhada da possibilidade de tomar ou influenciar decisões, o que aumenta o stress envolvido (Mcintyre, 1994).
Segundo o mesmo autor, a ambiguidade de papel pode ter origem na percepção comum dos profissionais de saúde, de que o seu trabalho com os doentes é ao mesmo tempo compensador e pesado. De facto, os enfermeiros têm de conviver com as expectativas dos doentes e familiares e também dos colegas e superiores, as quais nem sempre convergem, podendo entrar em conflito com as suas atitudes pessoais.
Por outro lado, o carácter hierárquico, burocrático e especializado da organização hospitalar traduz-se num clima organizacional que tem sido percebido pelos profissionais de saúde como gerador de stress. Esta fonte de stress é geralmente acentuada pela discrepância entre os valores dos profissionais de saúde, centrados nos objectivos da ciência e prática de cuidados médicos e de enfermagem, e os dos administradores dos serviços de saúde, que são de ordem predominantemente política e económica.
Alguns estudos demonstram que um clima participativo, caracterizado por trabalho de equipa, coesão de grupo, racionalização das tarefas e participação do doente, causa menor stress ocupacional (Calhoum,1980; Lindstorm,1992).
De realçar que muitas das situações indutoras de stress, até aqui referidas, podem surgir noutras profissões prestadoras de serviços. Porém, os diversos estudos realizados revelam um conjunto de fontes de stress que podem ser consideradas específicas das profissões de saúde. Estas fontes de stress são fundamentalmente de ordem sócio-emocional e prendem-se com o contacto com os doentes e a capacidade de responder às exigências emocionais dos mesmos. A falta de treino de competências psicológicas para lidar com tais exigências aumenta o stress desse contacto.
Esta questão é referida, tanto por médicos como por profissionais de enfermagem, como uma fonte de stress de grande relevância, podendo, ainda, ser agravada pela falta de um espaço de diálogo na instituição hospitalar, quer com os colegas e superiores quer com o doente e sua família (Dias, 1994).
Segundo Mcintyre (1994), uma percentagem considerável dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) evidencia reacções adversas ao stress, que afectam o seu bem-estar pessoal, a sua saúde mental e a sua capacidade de prestar cuidados adequados.
Os estudos realizados nesses técnicos de saúde têm incidido sobre os sintomas subjectivos de stress, de ordem psicológica ou psicossomática. Os primeiros incluem ansiedade, nervosismo, tensão, depressão e tendência para o suicídio; os segundos incluem dores abdominais, dores no peito, alterações dos batimentos cardíacos, náuseas, dores de cabeça e fadiga crónica (Burnout).
O síndrome de burnout inclui elementos objectivos e subjectivos, psicológicos e psicossomáticos, como depressão, queixas físicas, absentismo e tendência para o isolamento (Greenberg, 1987).
Kandolin (1993), num estudo realizado em profissionais de saúde que praticam trabalho por turnos, encontrou três aspectos de burnout: Fadiga psicológica, Perda de satisfação no trabalho e endurecimento de atitudes. Segundo este autor, o stress do trabalho faz-se também sentir na esfera familiar e social, nas relações de amizade e de lazer.
Kandolin (1993), num estudo realizado em profissionais de saúde que praticam trabalho por turnos, encontrou três aspectos de burnout: Fadiga psicológica, Perda de satisfação no trabalho e endurecimento de atitudes. Segundo este autor, o stress do trabalho faz-se também sentir na esfera familiar e social, nas relações de amizade e de lazer.
Os técnicos de saúde encontram-se, por isso, na posição insustentável de ter exigência emocionais elevadas no seu trabalho, na privação emocional e social fora da sua ocupação. Por outro lado, a exigência social de que o médico ou enfermeiro seja sempre médico ou enfermeiro fora da instituição hospitalar, contribui para esse isolamento emocional e para a fadiga ocupacional (Mcintyre,1994).
Com efeito, como já aqui referimos, ao nível do doente, a chamada humanização dos cuidados de saúde tem motivado uma atenção especial às dimensões sociais e humana da doença e do doente.
Porém, esta humanização não se tem estendido à pessoa dos profissionais de saúde, cuja saúde é presumida e não promovida.
A este propósito, têm sido apresentadas como técnicas possíveis de redução do stress sócio-emocional a disponibilização de espaços privados para os profissionais de saúde, o treino de técnicas de redução de stress, como as técnicas de relaxamento, a disponibilização de grupos de discussão e aconselhamento individual ou grupal (Mcintyre, 1994).
Segundo este autor, é questionável que se consiga uma melhoria dos cuidados de saúde sem prestar a devida atenção aos factores organizacionais e sócio-emocionais que afectam os profissionais de saúde. Por isso, torna-se indispensável o desenvolvimento de estudos nesta área, porque só assim teremos realmente cuidados de saúde prestados por profissionais de saúde "saudáveis" (Mcintyre, 1994).
Considera-se, por isso, que o enfermeiro deve desenvolver novas técnicas, habilidades e capacidades, de tal modo que permitam o bem- estar da pessoa , permitindo também que ele fique munido de instrumentos de trabalho para que sinta que, seja qual for o estado de saúde da pessoa, não se limitará a cumprir prescrições médicas, evitando, assim, sentimentos de impotência (Sousa, 1996).
Assim sendo, não obstante tudo o que foi referido, em nossa opinião, o enfermeiro não se deve demitir da submissão por ele consentida pois, como diz Sartre... "ninguém tem culpa do que fizeram de nós, mas todos somos responsáveis por aquilo que fizermos com o que fizeram de nós" (Lopes, 1997).
Segundo o mesmo autor, se o enfermeiro assumir o saber que já tem, não lhe será difícil alcançar o "poder" que lhe permita intervir, como é seu direito, na área da saúde e de conquistar o reconhecimento social que merece.
Resta ainda referir que, à luz do programa "Saúde Para Todos No Ano 2000", da O M S., já mencionado, e de acordo com Zurriaga et al. (1995), preconiza-se para gestão dos recursos humanos em enfermagem, na instituição hospitalar, algumas medidas que passamos a mencionar: Proporcionar condições de trabalho atractivas e gratificantes para os enfermeiros;
Assegurar uma utilização apropriada dos profissionais de enfermagem; Reconhecer a necessidade de educação permanente para o desenvolvimento da carreira; Estabelecer um programa de educação permanente acessível a todos os enfermeiros; Criar um departamento de programas de aconselhamento psicológico, tendo em vista o desenvolvimento pessoal, interpessoal e de carreira.
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